domingo, 12 de dezembro de 2010

III DOMINGO DO ADVENTO: DIA DO SENHOR

INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 12 de dezembro de 2010

Tema do Dia

ÉS TU AQUELE QUE HÁ DE VIR?!

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

III Domingo do advento(roxo,creio,prefácio do Advento I - III semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do livro do profeta Isaías, 1 Alegrem-se o deserto e a terra seca, o campo floresça de alegria; 2 como o narciso, cubra-se de flores transbordando de contentamento e alegria, pois lhe será dado o esplendor do Líbano, a beleza do Carmelo e do Saron. Todos verão a glória de Javé, a beleza do nosso Deus. 3 Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos cambaleantes; 4 digam aos corações desanimados: «Sejam fortes! Não tenham medo! Vejam o Deus de vocês: ele vem para vingar, ele traz um prêmio divino, ele vem para salvar vocês». 5 Então, os olhos dos cegos vão se abrir, e se abrirão também os ouvidos dos surdos; 6 os aleijados saltarão como cervo, e a língua do mudo cantará, porque jorrarão águas no deserto e rios na terra seca. 10 e os que foram resgatados por Javé. Cantando, irão voltar e chegar até Sião: carregarão uma alegria sem fim e serão acompanhados de prazer e alegria; a tristeza e o pranto fugirão. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 35, 1 – 6. 10

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 145(146), 3 -4. 5 – 6. 7 - 8 (R. Is 35,4)
REFRÃO: Vem, Senhor, salvar-nos!

1. Não coloqueis nos poderosos a vossa confiança, são apenas homens nos quais não há salvação. Quando se lhe for o espírito, ele voltará ao pó, e todos os seus projetos se desvanecerão de uma só vez. - R.

2. Feliz aquele que tem por protetor o Deus de Jacó, que põe sua esperança no Senhor, seu Deus. É esse o Deus que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; que é eternamente fiel à sua palavra. - R.

3. Que faz justiça aos oprimidos, e dá pão aos que têm fome. O Senhor livra os cativos; o Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor ergue os abatidos; o Senhor ama os justos. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da carta de São Tiago, 7 Irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Olhem o agricultor: ele espera pacientemente o fruto precioso da terra, até receber a chuva do outono e da primavera. 8 Sejam pacientes vocês também; fortaleçam os corações, pois a vinda do Senhor está próxima. 9 Irmãos, não se queixem uns dos outros, para não serem julgados. Vejam: o juiz está às portas. 10 Irmãos, tomem como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falam em nome do Senhor. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Tiago 5, 7 – 10

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - 2 João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras do Messias, enviou a ele alguns discípulos, 3 para lhe perguntarem: «És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» 4 Jesus respondeu: «Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: 5 os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Notícia. 6 E feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!» 7 Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: «O que é que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas aqueles que vestem roupas finas moram em palácios de reis. 9 Então, o que é que vocês foram ver? Um profeta? Eu lhes afirmo que sim: alguém que é mais do que um profeta. 10 É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11 Eu garanto a vocês: de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino do Céu é maior do que ele. -PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 11, 2 – 11

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

És tu aquele que há de vir?
A primeira e a segunda leitura de hoje, do Profeta Isaías e do apóstolo Tiago, coincidem na mensagem: vale a pena esperar, é preciso esperar, devemos esperar, porque nosso Deus está por chegar, ele mesmo vem em pessoa e traz o julgamento. É preciso ter paciência, porque é iminente sua chegada, ele já está à porta.
Não duvidemos de que esta forma de propor a esperança, de vivê-la e de transmiti-la, foi útil e muito eficaz para muitas gerações anteriores a nós, porém tampouco duvidamos de que hoje em dia essa proposta já não poderia servir.
Este motivo, aduzido classicamente para fundamentar a esperança, de que Alguém vem, alguém vai irromper apocalipticamente em nossa vida, inclusive com iminência, e de que nossa esperança consiste em “esperar” (e espera, não de esperança) sua chegada hoje já não é plausível.
Esse esquema conceitual, segundo o qual Deus anunciou que volta, em uma segunda vinda, que selará o final do mundo, e que nós estamos em um tempo intermediário, incerto e ameaçado pela espada pendente (de Dámocles) dessa surpresa que chegará como a visita de um ladrão, foi uma imagem poderosa, que prendeu a atenção de muitas gerações, porém que hoje começa a não funcionar.
Aquelas gerações tinham uma compreensão do mundo fundamentalmente religiosa, inserida nas coordenadas da descrição do mundo que as próprias religiões haviam elaborado: um mundo que consistia essencialmente em um “plano de Deus” para colocar uma prova ao ser humano e levá-lo para outra vida, melhor ou pior, segundo o merecimento, premio ou castigo.
Dentro desse “pequeno mundo”, dentro dessa cosmovisão religiosa que ocupou por milênios o imaginário de nossos antepassados, funcionava ao falar de uma segunda vinda, da prova que Deus nos submete, da ameaça que supõe a possível surpresa de Deus que vem e que irrompe no mundo para finalizá-lo e inaugurar outro eón, o dos prêmios e castigos.
Esse imaginário religioso (tradicional, antiqüíssimo, milenário...) está se esgotando, desaparecendo com as gerações mais velhas, desvanecendo-se e perdendo vivacidade e plausibilidade nas gerações médias e sendo rejeitada nas gerações jovens, nas quais não chega a ter acolhida.
O novo imaginário ou cosmovisão, que muitos estamos adquirindo, fundamentado na nova imagem que a cosmologia e o conjunto atual das ciências nos oferecem, já não cabe conceber a realidade tão “antropocentricamente” como para pensar que tudo consiste e tudo se reduz a um “plano que Deus traçou para provar o ser humano”.
Ao ser humano atual não lhe é plausível uma espiritualidade que o coloca no centro do cosmos, e que este cosmos “foi criado simplesmente para servir de cenário ao drama humano de sua salvação ultraterrana”. E não lhe é plausível tampouco que o mistério tão respeitável do além seja associado com, e colocado a serviço da ameaça de castigo nem da promessa de prêmios.
É possível ser cristão sem ter que adotar estas imagens que hoje sentimos como não incorporadas à nossa cosmovisão? Sem, é possível, desde que estejamos dispostos a purificar nossa esperança e mais amplamente nossa cosmovisão global – daquelas imagens próprias de um tempo que já não é o nosso.
Realmente, o que importa é o conteúdo profundo, a experiência espiritual, a dimensão de esperança (neste caso), não o suporte de categorias, esquemas mentais, cosmovisões apocalípticas ou esquemas de concepção do tempo dos que lançaram mão os nossos antepassados. O cristianismo, ao longo da história, já abandonou muitas imagens que em seu tempo foram comuns, mas que logo se obscureceram, e que finalmente se tornaram inaceitáveis para nós (de algumas das quais hoje inclusive nos envergonhamos).
Nos últimos tempos, o predomínio do pensamento estático, o suposto a-historicismo e a negação do caráter evolutivo de tudo, nos fez pensar que não podemos mudar nada, que devemos crer ao pé da letra o que expressaram nossos antepassados, mesmo sem remontar a viver sua experiência profunda, porém com liberdade e criatividade, mas que nada pode ser inovado.
Porém, a mesma história está aí para demonstrar o contrário para quem saiba e queira ver. E também está aí o presente: são muitos já, de fato, os cristãos que “crêem de outra maneira”.
O evangelho de Mateus apresenta a chamada “prova messiânica”. João, o Batista, do cárcere manda emissários para perguntar a Jesus se ele é o esperado ou se devem esperar outro. Jesus não responde com provas teológicas, nem com citações bíblicas apologéticas, ou com dogmas ou doutrinas, mas remete aos fatos, que podem ser “vistos e ouvidos”: “os cegos vêem, os inválidos andam, os leprosos ficam limpos e aos pobres se lhes anuncia o Evangelho, a Boa Notícia”.
Esses “fatos”, essas boas notícias, são a prova de identidade do Messias, o Christós, ou seja, “cristãos”. Somente se nossa vida produz esses mesmos fatos, somente se somos “boa notícia para os pobres”, somente então estaremos sendo seguidores daquele Messias, do Christós, ou seja, estaremos sendo “cristãos”.
Não esqueçamos que hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, tão latino-americana e mexicaníssima. Boa ocasião para ler algo do muito que foi escrito sobre essa “mensagem guadalupana” que ainda hoje continua cativando os especialistas.

Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar, à medida que nos aproximamos da celebração da festa do Natal, nós te pedimos que aumente nossa esperança, para que nunca desistamos do esforço por criar um mundo no qual o amor seja possível. Nós discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça te pedimos por Jesus de Nazaré, teu filho e irmão nosso, cujo nascimento ansiamos por celebrar. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!













domingo, 5 de dezembro de 2010

DIA DO SENHOR: II DOMINGO DO ADVENTO..

PRESEPIO DA PARÓQUIA SÃO MATEUS APÓSTOLO.
INVOCAÇÕES Espìrito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 05 de dezembro de 2010

Tema do Dia

ARREPENDEI-VOS, POIS ESTÁ PRÓXIMO O REINODOS CÉUS!

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

II Domingo do advento
(roxo,creio,prefácio do Advento I - II semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do profeta Isaías, - Naqueles dias, 1 Do tronco de Jessé sairá um ramo, um broto nascerá de suas raízes. 2 Sobre ele pousará o espírito de Javé: espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e temor de Javé. 3 A sua inspiração estará no temor de Javé. Ele não julgará pelas aparências, nem dará a sentença só por ouvir. 4 Ele julgará os fracos com justiça, dará sentenças retas aos pobres da terra. Ele ferirá o violento com o cetro de sua boca, e matará o ímpio com o sopro de seus lábios. 5 A justiça é a correia de sua cintura, é a fidelidade que lhe aperta os rins. 6 O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao lado do cabrito; o bezerro e o leãozinho pastarão juntos, e um menino os guiará; 7 pastarão juntos o urso e a vaca, e suas crias ficarão deitadas lado a lado, e o leão comerá capim como o boi. 8 O bebê brincará no buraco da cobra venenosa, a criancinha enfiará a mão no esconderijo da serpente. 9 Ninguém agirá mal nem provocará destruição em meu monte santo, pois a terra estará cheia do conhecimento de Javé, como as águas enchem o mar. 10 Nesse dia, a raiz de Jessé se erguerá como bandeira para os povos; para ela correrão as nações, e a sua moradia será gloriosa. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 11,1 –10

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 71(72) 1 - 2. 7 - 8. 12 - 13. 17 (R. 7)
REFRÃO: Que em seus dias floresça a justiça, e a paz abunde eternamente!

1. Ó Deus, confia o teu julgamento ao rei e a tua justiça ao filho do rei. Que ele governe teu povo com justiça, e teus pobres conforme o direito. –R.

2. Que em seus dias floresça a justiça e muita paz até o fim das luas. Que ele domine de mar a mar, do Grande Rio até os confins da terra. –R.

3. Porque ele liberta o indigente que clama e o pobre que não tem protetor. Ele tem compaixão do fraco e do indigente, e salva a vida dos indigentes. –R.

4. Que seu nome permaneça para sempre, e sua fama dure como o sol: que ele seja a bênção para todos os povos, e todas as raças da terra o proclamem feliz! –R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos Naqueles dias, 4 Ora, tudo isso que foi escrito antes de nós foi escrito para a nossa instrução, para que, em virtude da perseverança e consolação que as Escrituras nos dão, conservemos a esperança. 5 O Deus da perseverança e da consolação conceda que vocês tenham os mesmos sentimentos uns com os outros, a exemplo de Jesus Cristo. 6 E assim vocês, juntos e a uma só voz, dêem glória ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 7 Acolham-se uns aos outros, como Cristo acolheu vocês, para a glória de Deus. 8 Digo a vocês que Cristo se tornou servidor dos judeus em vista da fidelidade de Deus, a fim de cumprir as promessas feitas aos patriarcas. 9 As nações pagãs, porém, dão glória a Deus por causa da misericórdia dele, conforme diz a Escritura: «Por isso eu te celebrarei entre as nações pagãs e cantarei hinos ao teu nome.» Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Romanos 15, 4 – 9

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - 1 Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: 2 «Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo.» 3 João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: «Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!» 4 João usava roupa feita de pêlos de camelo, e cinto de couro na cintura; comia gafanhotos e mel silvestre. 5 Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia, e de todos os lugares em volta do rio Jordão, iam ao encontro de João. 6 Confessavam os próprios pecados, e João os batizava no rio Jordão. 7 Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: «Raça de cobras venenosas, quem lhes ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8 Façam coisas que provem que vocês se converteram. 9 Não pensem que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’. Porque eu lhes digo: até destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. 10 O machado já está posto na raiz das árvores. E toda árvore que não der bom fruto, será cortada e jogada no fogo. 11 Eu batizo vocês com água para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. E eu não sou digno nem de tirar-lhe as sandálias. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo. 12 Ele terá na mão uma pá: vai limpar sua eira, e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga.» PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 3,1 – 12

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"
Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus.

A primeira leitura de Isaias é um desses textos preciosos do profeta, e até mesmo dos profetas bíblicos em geral, pois “descreve”a utopia bíblica. Por definição, a u-topia “não tem um lugar”, não é possível encontrá-la, pois ela não se concretizou em nenhum lugar concreto, ela não existe... e nesse sentido tampouco pode ser descrita como ela é. Porém, se falamos da utopia – e se sonhamos com ela – é porque ela tem alguma forma de existência. Não existe concretamente... “mas”. Como dizia Ernest Bloch, não somente existe o que é, mas o que ainda não é.
Não é, mas pode ser, quer ser e como podemos comprovar de tantas maneiras, luta por chegar a ser.
O pensamento utópico é um componente essencial do judeucristianismo. Não o é de outras religiões, incluídas as grandes religiões. Não há somente um tipo de religiosidade. Podemos encontrar varias corrente nas religiões (neolíticas, dos últimos cinco mil anos). Umas experimentam o sagrado, sobretudo na consciência (pensamento silencioso, na experiência da iluminação, da não dualidade), outras o experimentam na natureza, na experiência cósmica.
As religiões abraâmicas, por sua parte, experimentam o sagrado na história, através do chamado de uma Utopia de Amor-Justiça.
É a essência (o DNA) de nossa religião. Tudo o mais (doutrina, moral, liturgia, instituição eclesiástica...) se sema, reveste completa... porém a essência da religiosidade abraâmica é essa força da experiência espiritual, mediante o chamado da Utopia do Amor-Justiça. E por ser “amor-justiça”, obviamente, sempre estará do lado dos pobres, dos “injustiçados”, em qualquer nível ou tipo de injustiça (econômica, cultural, racial, de gênero...).
Os profetas, Isaias no caso da leitura de hoje, “descreve” a Utopia, ou “conta o sonho” que o anima: um mundo amorizado, fraterno, sem injustiça, sem injustiçados, em harmonia, inclusive com a natureza. A Utopia, em Israel, foi tomando o nome de “reinado de Deus”: quando Deus reina, o mundo se transforma, a injustiça se converte em justiça, o pecado em perdão, o ódio em amor, as relações humanas desfeitas se recompõem em uma rede de amor e solidariedade.
O conhecido estribilho do canto do Salmo 71 o expressa magistralmente “Teu Reino é Verdade, teu Reino é Justiça, teu Reino é Paz, teu Reino é Graça, teu Reino é Amor”. Onde Deus está presente e “reina”, isto é, onde se fazem as coisas “como Deus manda”, aí há Vida, Verdade, Justiça, Paz, Graça e Amor. Por isso é preciso clamar com o estribilho, cantando desse salmo: “Venha a nós o teu Reino, Senhor”. Não há sonho nem utopia maior, ainda que distante”.
O advento é, por antonomásia, o tempo litúrgico da esperança. E a esperança é a “virtude” (a virtus, a força) da Utopia, a força que a Utopia provoca, cria em nós para esperar contra toda a esperança. Advento é, por isso um tempo adequado para refletir sobre esta dimensão utópica essencial do cristianismo, e um tempo para examinar se com o passar do tempo nosso cristianismo talvez tenha esquecido sua essência, talvez se tenha arranchado, tanto na utopia como na esperança.
O evangelho de Mateus apresenta João Batista pedindo a seus coetâneos a conversão, “porque o reinado de Deus (“dos céus, dirá Mateus com um pudor reverencial judeu, está próximo”.
Naqueles tempos de mentalidade apocalíptica, a tendencia a imaginar futuras irrupções do céu ou do inferno servia para mover as massas. Hoje, com uma visão radicalmente distinta sobre a plausibilidade de tais expectativas apocalípticas, a argumentação de João Batista já não serve, ao contrário, apresenta-se como inacreditável para a maior parte dos nossos contemporâneos.
Não é que tenhamos que mudar (que tenhamos que nos converter) “porque o reinado de Deus está próximo”, mas exatamente ao contrário: o Reino de Deus pode estar próximo porque (e na medida em que) decidimos mudar a nós mesmos (a converter-nos) e com isso mudamos o mundo... Já não estamos em tempo de apocalipse (uma irrupção vida de fora e de cima), mas de práxis histórica (uma transformação vinda de baixo e de dentro).
O reinado de Deus – a Utopia – por assim dizer com uma linguagem mais ampla – não é nem pode ser objeto de “espera” (algo que vai acontecer à margem de nossa vida), mas de “esperança” (a desinência “ança” expressa esse matiz de atividade endógina), isto é, dessa atitude que consiste em “desejar provocando”, desejar ardentemente uma realidade, mesmo que “u-topica”, procurando fazê-la “tópica”, presente no “topos”, no lugar, aqui e agora, na Terra presente, no céu futuro.
Insistimos: outras religiosidades , por outra experiência do sagrado – e isso não é mau, é muito bom, e é nossa a pluriformidade da religiosidade – porém a vivencia espiritual especificamente cristã é esta esperança ativa histórico-utópica. Neste Advento poderíamos fazer disto um matéria de reflexão e exame.
Por certo, a segunda leitura, da carta aos romanos, coincide curiosamente com este mesmo enfoque essencial: “Todas as antigas Escrituras foram escritas para o nosso ensinamento, de tal modo que entre nossa paciência e o consolo que dão as Escrituras, mantenhamos a esperança”, manter a “esperança”, manter essa tensão de compromisso histórico-utópico é o objetivo das Escrituras (por certo, “de todas as Escrituras”, não somente da Bíblia...).
Isto é: as Escrituras foram escritas para isso, não para fins piedosos, para fins estritamente transcendentes ou sobrenaturais, mas “para que mantenhamos em nós a esperança”, portanto, par que nos comprometamos na história, para que encontremos o divino no humano, o Futuro absoluto no futuro histórico. Qualquer utilização bíblica que nos encerre na mesma Bíblia, nos separa da vida e nos faz esquecer o compromisso histórico de construir apaixonadamente a Utopia nesta terra, será um uso distorcido – ou até mesmo perverso – da Bíblia.
ORAÇÃO COMUNITARIA
Ó Deus, Pai e Mãe, que nos entregas todo o amor; faze que nossas palavras e nossas obras mostrem sempre nossa disposição ao amor e à reconciliação; afasta de nós toda atitude de discórdia, egoísmo e violência e faze que o encontro que hoje celebramos nos fortaleça na construção da Utopia do “outro mundo possível” que tu nos ajudas a criar. Isto te pedimos por Jesus de Nazaré, teu filho, irmão maior nosso. Amém

Oração Final
Pai Santo, queremos ser discípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que o seu sálario seja aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!



domingo, 28 de novembro de 2010

MVI_ALMOÇO.AVI

MVI_ALMOÇO.AVI

O ALMOÇO .AVI

ALMOÇO.AVI

I DOMINGO DO ADVENTO: DIA DO SENHOR


INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 28 de novembro de 2010.

Tema do Dia

Vigiai, porque não sabeis a que horas virá o Senhor!

I Domingo do advento
(roxo,creio,prefácio do Advento I - I semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do profeta Isaías, - Naqueles dias, 1 Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém: 2 No final dos tempos, o monte do Templo de Javé estará firmemente plantado no mais alto dos montes, e será mais alto que as colinas. Para lá correrão todas as nações. 3 Para lá irão muitos povos, dizendo: «Venham! Vamos subir à montanha de Javé, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos, e possamos caminhar em suas veredas». Pois de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra de Javé. 4 Então ele julgará as nações e será o árbitro de povos numerosos. De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra. 5 Venha, casa de Jacó: vamos caminhar à luz de Javé. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 2, 1 – 5

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 121(122), 1 – 2. 4 – 5. 6 – 7. 8 – 9 (R/.1)
REFRÃO:Que alegria quando me disseram:"Vamos a casa do Senhor!"

1. Que alegria quando ouvi que me disseram:" vamos a casa do Senhor" E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. -R.

2. Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. -R.

3. Rogai que viva em paz Jesusalém e em segurança os que te amam! Que a paz habite dentro de teus muros, tranquilidade em teus palácios! - R.

4. Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço:"A paz esteja em ti". Pelo amor que tenho á casa do Senhor, eu te desejo todo bem. -R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver a ciência em minha vida!!! Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Ciência, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude, o valor inestimável da alma e ver claramente a sua luz, que me indicará o caminho a seguir.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos Naqueles dias, 11 Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor. 12 Sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. 13 Sejam solidários com os cristãos em suas necessidades e se aperfeiçoem na prática da hospitalidade. 14 Abençoem os que perseguem vocês; abençoem e não amaldiçoem. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Romanos 12, 11 – 14

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 37 A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38 Porque, nos dias antes do dilúvio todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39 E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio, e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40 Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado, e o outro será deixado. 41 Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada, a outra será deixada. 42 Portanto, fiquem vigiando! Porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43 Compreendam bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente ficaria vigiando, e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Por isso, também vocês estejam preparados. Porque o Filho do Homem virá na hora em que vocês menos esperarem. PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 24, 37 – 44

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra

Vigiai, porque não sabeis a que horas virá o Senhor.
Hoje começa o ano litúrgico, que não coincide com o ano civil. O ano litúrgico é uma periodização própria da Igreja católica. Começa com o tempo do “advento”, um dos vários tempos de que é composto o ano litúrgico ... “Ad-vento”, significa vinda, e alude à vinda de Cristo, que, biblicamente falando, acontece de duas formas: a que já aconteceu em lugar histórico, que celebramos no Natal, e a futura, a chamada “segunda vinda” de Jesus, em poder e majestade, que colocará fim ao mundo e inaugurará o “juízo final”, o juízo das nações, e abrirá a era definitiva, o “novo eon”, a vida eterna beatifica para os que são salvos, e o sofrimento no inferno para os condenados. Tudo isso, dito em linguagem clássica tradicional, para nos situarmos perante o tema.
Porém, qual a nossa crença em relação a tudo isso? Ou cremos que tudo isso talvez não passe de simbologia?
Os últimos capítulos do evangelho de Mateus foram o chamado “discurso escatológico” de Jesus. O evangelista agrupa os seus discursos “escato-logicos”, ou seja, os que se referem ao final (do mundo). Já sabemos o que diz a hermenêutica bíblica e não vamos entrar no tema da historicidade dessas palavras ou ditos enquanto efetivamente pronunciados por Jesus. Bem que Jesus poderia ter expressado estas ou outras idéias semelhantes, porque Jesus esteve imerso na mentalidade religiosa e cultural de seu tempo – da mesma forma como Deus “faz nascer do sol” sobre os justos e sobre os injustos, parque participava da visão cosmológica pré-copernicana. Porém, a pergunta importante para nós é: devemos crer hoje na “descrição do fim dos tempos”, descrição própria dessa visão apocalíptica? Cremos efetivamente que Jesus virá de novo, talvez em breve, e com semelhantes conseqüências?
O popular Richard Dawkins, que se tornou muito popular com seu combate crítico às crenças religiosas, confessa que fica “impressionado ao constatar que 50% dos americanos acredita que o mundo tem apenas 6 mil anos”, e acrescenta: “A única superpotência mundial atual está a ponto de ser dominada por eleitores que acreditam que o universo inteiro começou depois da domesticação do cachorro. Acreditam também que serão pessoalmente “arrebatados” às alturas celestes, ainda estando em vida, fato que será seguido por um Armagdon, muito bem-vindo como arauto da segunda vinda de Cristo”.
Sam Harris, por sua vez (Letter to a Christian Nation), aduzindo questões do Instituto Gallup, sustenta que “nada menos que 44% da população dos Estados Unidos está convencida de que Jesus vai voltar para julgar os vivos e os mortos, em algum momento dos próximos cinqüenta anos”. “Imaginem vocês as conseqüências, se algum membro significativo do governo dos Estados Unidos realmente acreditasse que o mundo está pronto para acabar desta maneira... O fato de que quase a metade da população dos “eus” creia nisso, baseada simplesmente em um dogma religioso, deve ser considerado uma emergência moral e intelectual”. Dawkins, que assina o prefacio de Harris, acrescenta que falar de uma “emergência moral e intelectual” talvez seja ainda muito moderado.
Efetivamente, ainda que tenhamos esquecido histórias de muitos movimentos milenaristas de séculos passados, hoje sabemos bem as conseqüências terríveis atuais das crenças religiosas que derivam em violência e terrorismo por motivações religiosas verdadeiramente apocalípticas. As crenças religiosas, sobretudo sua interpretação, não são mero “assunto privado” de cada um.
A crença dos norte-americanos, eleitores da maior potencia militar do mundo, para mim não é simplesmente “assunto privado” deles. O que pensam sobre o fim do mundo e sobre a intervenção e o domínio que Deus exerce sobre o nosso modo de gerir este mundo; não é um assunto religioso privado do qual a sociedade não deva preocupar-se porque, em determinadas circunstancias, pode chegar a ser, verdadeiramente “uma emergência moral e intelectual”.
Pensemos também na quantidade de crentes de pequenas igrejas “livres” que se multiplicam em meio a uma massa da população que vive em setores de pobreza e miséria e nas crenças fundamentalistas que difundem. Não são realidade de interesse público, talvez de saúde pública, ou inclusive de “emergência moral e intelectual”?
Quase com toda segurança, os leitores deste comentário bíblico não estarão nessas penosas situações religiosas que acabamos de aludir. Porém, é bem provável que não saibam bem o que dizer diante do evangelho de hoje: continuamos ou não crendo na “segunda vinda de Cristo?” Provavelmente não creiam em sua vinda iminente, nem em seu caráter “apocalíptico”, nem em um Armagedon e suas ameaças.
Porém não decidiram se continuam crendo ou não na “segunda vinda de Cristo”. Enquanto não decidirem criticamente – enquanto não personificam sua fé nesse sentido – continuarão crendo com uma crença tradicional (confiarão uma parte importante de sua vida a essa crença), que o mais profundo da realidade é a existência de um plano de um Deus que quis criar-nos e colocar-nos à prova e que essa “segunda vinda” será a passagem para a vida eterna definitiva. Isso é o que significa a “segunda vinda”.
Ocasiões como estas, do domingo que inaugura o Advento (vinda), que coloca diante de nossos olhos meditativos essa segunda vinda, são, deveriam ser, uma ocasião para “pegar o touro pelos chifres” e abordar esses temas, sem contentar-se em fazer uma homilia “genérica”, com referencias litúrgicas direcionadas ao simbólico, sem responder a nenhuma das perguntas que estão na mente dos ouvintes.
A esperança foi considerada classicamente como a virtude típica do Advento, a dimensão da nossa vida na qual meditar, a força pessoal para ser cultivada especialmente em quatro semanas. Como o povo de Israel e tantos outros povos viveram a história como um caminhar iluminado pela esperança do encontro com Deus, o advento nos convida a considerar nossa vida como um caminhar que somente podemos conduzir bem com a força da esperança. Qual o peso da esperança em nossa vida?
Em ambientes de nossa cidade e nos meios de comunicação... já se vê instalada a publicidade de natal. Para o comercio, advento significa bombardeio publicitário que antecede o natal, um natal que, para esse segmento da sociedade, não seria tal sem um aumento do consumo em todos os campos. Um cristianismo coerente não deve cair na armadilha da mensagem de tantos sinais aparentemente religiosos para a pretensão de tão somente fazer-nos consumir.
Na primeira leitura de Isaías, uma das frases – a da conversão das lanças em foices – figura no vestíbulo do edifício das Nações Unidas em Nova York, expressa bem a dimensão terrena da utopia da esperança que animava os profetas: um mundo reconciliado, de paz na convivência e no trabalho, um mundo onde seriam superadas as guerras e os arsenais de armas e as manobras militares.
Por pertencer ao Primeiro Testamento, falta a Isaías a visão universalista: não podemos pensar que o “final dos tempos ou o fim da humanidade” sejam a sua caminhada para o monte Sião, mas para a Utopia de Deus, seja qual for o monte sagrado de cada religião.
Oração comunitária
Pai de bondade e de amor, tu nos prometeste uma vida plena de felicidade. Aumenta em nós a fé e faze que, animados pela esperança de receber o premio prometido, saibamos manter-nos sempre ativos e dispostos a trabalhar contigo no cumprimento de tuas promessas. Isto te pedimos por Jesus Cristo, teu filho, nosso irmão e mestre. Amém

Oração Final
Pai Santo, dá-nos a simplicidade das crianças para que penetremos no sentido mais íntimo do Evangelho. Ponhamos nas tuas mãos, ó Deus a vida de nossas famílias e comunidades eclesiais, para que nunca falte em nossas existências a presença de Jesus ressuscitado. Ele, que é alimento e luz, saberá acompanhar-nos nos esforços que façamos para construir outro mundo possível em que reinem a justiça, a paz e a solidariedade. Queremos ser discípulos missionários, acolher com gratidão, viver e professar com coragem cada palavra transmitida por Teu Filho Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 21 de novembro de 2010

INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem...

Hoje é domingo, 21 de novembro de 2010

Tema do Dia

SENHOR, LEMBRA-TE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINADO!

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

Nosso Senhor Jesus Cristo,rei do universo
(branco, gória, creio, prefácio própio - ofício da solenidade)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do segundo livro de Samuel - Naqueles dias, 1 Todas as tribos de Israel foram encontrar-se com Davi em Hebron, e lhe propuseram: «Veja! Somos do mesmo sangue. 2 Já antes, quando Saul era nosso rei, o verdadeiro comandante de Israel era você. E Javé lhe disse: ‘Você será o pastor do meu povo Israel. Você será o chefe de Israel’ «. 3 Todos os anciãos de Israel foram visitar o rei em Hebron, e Davi fez um pacto com eles em Hebron, diante de Javé. E eles ungiram Davi como rei de Israel. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
2Samuel 5, 1 – 3

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 121(122), 1 – 2. 3 - 5 (R/.1)
REFRÃO: Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

1.Que alegria quando ouvi que me disseram: "Vamos a casa do Senhor!" E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. - R.

2.Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louver, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!! Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses Naqueles dias, 12 Com alegria, dêem graças ao Pai, que permitiu a vocês participarem da herança dos cristãos, na luz. Cristo é o único mediador -* 13 Deus Pai nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do seu Filho amado, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito, anterior a qualquer criatura; 16 porque nele foram criadas todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres, as visíveis como as invisíveis: tronos, soberanias, principados e autoridades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele existe antes de todas as coisas, e tudo nele subsiste. 18 Ele é também a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Ele é o Princípio, o primeiro daqueles que ressuscitam dos mortos, para em tudo ter a primazia. 19 Porque Deus, a Plenitude total, quis nele habitar, 20 para, por meio dele, reconciliar consigo todas as coisas, tanto as terrestres como as celestes, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Colossenses 1, 12 – 20

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 35 O povo permanecia aí, olhando. Os chefes, porém, zombavam de Jesus, dizendo: «A outros ele salvou. Que salve a si mesmo, se é de fato o Messias de Deus, o Escolhido!» 36 Os soldados também caçoavam dele. Aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37 e diziam: «Se tu és o rei dos judeus, salva a ti mesmo!» 38 Acima dele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus.» 39 Um dos criminosos crucificados o insultava, dizendo: «Não és tu o Messias? Salva a ti mesmo e a nós também!» 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo: «Nem você teme a Deus, sofrendo a mesma condenação? 41 Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal.» 42 E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando vieres em teu Reino.» 43 Jesus respondeu: «Eu lhe garanto: hoje mesmo você estará comigo no Paraíso.» -PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Lucas 23, 35 – 43

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado
A festa do Cristo Rei foi estabelecida pela Igreja na época do ocaso das monarquias, com o objetivo de apoiá-las como também as aristocracias interessadas pela sobrevivência do Antigo Regime e para fazer oposição aos nascentes regimes republicanos, que representavam os interesses dos pobres, do liberalismo e da nascente democracia. Suas origens são muito discutíveis. Contudo, em todo caso, os textos da liturgia desta festa mostram a maneira peculiar como Cristo seria “Rei”.
Convém lembrar em que consistiam as esperanças messiânicas do povo judeu no tempo de Jesus: uns esperavam um novo rei, ao estilo de Davi, tal como é apresentado na primeira leitura de hoje. Outros, esperavam um dirigente militar que fosse capaz de derrotar o poderio romano; outro esperavam um novo Sumo Sacerdote, que purificaria o Templo. Nos três caos, esperava-se um Messias triunfante e poderoso.
O salmo que lemos hoje, também proclama o modelo davídico de “rei”. Jerusalém, a “cidade santa” é a cidade do poder. Isso explica o motivo pelo qual Jesus ao anunciar a Paixão a seus seguidores, não conseguem entender o motivo pelo qual teria que enfrentar a morte.
O Evangelho nos apresenta como Jesus Cristo reina: não a partir de um trono imperial, mas a partir da cruz dos rebeldes. A rebelião de Jesus é a mais radical de todas: pretende, não somente eliminar um tipo de poder (o romano ou o sacerdotal) para substituí-lo por outro com outro nome e em contraposição à lógica de dominação e violência (que era o que correspondia às expectativas judaicas).
Podemos dizer que Jesus é o anti-modelo de rei dos sistemas opressores: não quer dominar as pessoas, mas promover, convocar, suscitar o poder de cada ser humano, de modo que cada uma e cada um de nós assumamos responsavelmente o peso e a alegria de nossa liberdade.
Um dos grandes psicólogos do século XX, Erich Fromm, propõe, em seu livro O medo da liberdade, que diante da angustia que produz no ser humano a consciência de estar separados do resto da criação, adotamos duas atitudes igualmente patológicas: dominar os outros e buscar alguém para dele depender entregando-lhe nossa liberdade.
Em ambos os casos, as pessoas buscam, através destes mecanismos, dissolver essa barreira que nos separa das outras pessoas e do resto do universo. O pecado fundamental do ser humano é, segundo isto, um pecado de poder mal administrado, mal assumido.
É essa a origem de todos os outros pecados: a avareza, que conduz a uma ordem econômica injusta; a soberba, que nos impede ver com clareza nossos erros e pecados; a mentira que nos leva a manipular ou a deixar-nos manipular; a luxuria, o sexo utilizado como instrumento de poder para “possuir”, oprimir; o medo, que nos impede de levantar e caminhar sobre nossos próprios pés.
Emaranhados nessas armadilhas do poder a que conduz nosso “medo da liberdade”, quando um regime opressor dá qualquer sinal se torna insuportável, buscamos como derrotá-lo para substitui-lo por outro que funcione sobre a mesma lógica. Essa é a lógica que Jesus desarticula de forma total e radical.
Quando no Getsemani acodem os soldados e as turbas “da parte dos sumos sacerdotes e anciãos do povo” (Mt 26, 47) para prender Jesus, ele não recorre à violência de nenhum tipo. Jesus se nega a ser coroado rei ao estilo do “mundo”, logo depois da multiplicação dos pães ou peixes (Jo 6,15). A tentação do poder, entendido ao estilo dos sistemas opressores, persegue a Jesus desde o deserto até a cruz.
E do deserto até a cruz Jesus rejeita este modelo, denuncia com toda clareza que isto procede do maligno, do “príncipe deste mundo”, não e cai em suas armadilhas. O custo desta resistência, valente e lúcida de Jesus, é a morte.
Na cruz, Jesus derrota, total e radicalmente, o poder do mal concebido como violência e opressão, por uma parte, e como dependência, submissão e alienação por outra. Desse modo é que inaugura um novo tipo de relacionamento entre as pessoas e com o universo inteiro: um relacionamento baseado no respeito mútuo, na harmonia, na coragem, a fim de assumir o peso da própria liberdade responsável.
Na carta aos colossenses, Paulo assinala como, através de Jesus, o Cristo (primogênito de todas as criaturas, preexistente e co-criador do universo, cabeça da Igreja, primícia da plenitude da Criação inteira) se produz a reconciliação de todos os seres com Deus. Esta e outras expressões paulinas deram lugar a interpretações errôneas, ao considerar a morte de Jesus na cruz como o preço que ele havia de pagar para que o Pai, enfastiado e rancoroso, perdoasse a humanidade pecadora.
Contudo, os evangelhos nos mostram com clareza o motivo pelo qual Jesus nos reconcilia com o Pai: não porque esse Deus, pai e mãe, seja um deus rancoroso, mas porque havíamos perdido o rumo da autêntica unidade com Ele e com o universo inteiro.
Esse retorno à unidade com Deus não aconteceu por medo da existência, nem por meio de posturas de poder (dominante ou dependente), mas superando nossos medos, apresentando-nos tal como somos diante de Deus, em total pobreza de espírito, sem máscaras protetoras que impediam de ver seu rosto.
Nós cristãos proclamamos que Cristo é o alfa e o ômega dos tempos e Senhor da Historia. Porém, e sobretudo, que seu senhorio é o de quem liberta de toda forma de opressão e submissão, que nos dá a liberdade de Espírito, que nos devolve a filiação divina obscurecida por nossos medos, debilidades e pecados.
Assim o Cristo é um anti-Rei aos olhos do “mundo”. É o Cordeiro imolado (Ap 5,12) aquele que nos reconcilia com Deus e nos leva, não de regresso ao Paraíso perdido, mas à utopia da Nova Jerusalém, onde se haverá de adorar somente a Deus esse que liberta, que nos coloca em pé!
Lamentavelmente, quantas vezes em nossa vida eclesial reproduzimos os modelos de “reinado” do mundo e não os de Deus em Jesus Cristo! Quantas vezes estabelecemos relações autoritárias de poder, em vez de serem relações fraternas! Quantas vezes entramos em conflito com os poderes do sistema, seja por ação ou por omissão!
O modelo de “reinado” apresentado como o “Cordeiro imolado” nos interpela e chama à conversão. Não é necessário nem conveniente sublinhar a “realeza” de Jesus, se isso significa tergiversar seu autêntico e efetivo projeto de vida. Causa dano, sobretudo aos mais oprimidos, apresentar essa imagem monárquica e principesca de um Jesus que, na verdade, dedicou toda sua vida e suas energias para desmascarar e lutar contra esse tipo de estrutura.
ORAÇÃO COMUNITARIA
Ó Deus, nosso Pai, que enviaste Jesus Cristo para que anunciasse a todos o teu desejo de renovar totalmente o mundo, contaminado pelo pecado; nós te pedimos que ao proclamá-lo Rei não nos impeça de ver que o verdadeiramente importante é construir com ele e como ele, seguindo seus passos, o teu Reino. Pelo mesmo Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, o amor e a paz como os únicos caminhos que podem conduzir à construção de uma nova humanidade. Ponhamos em suas mãos todas as nossas necessidades familiares e da comunidade eclesial, com o fim de que nos dê a sensibilidade necessária para sabermos perceber seu agir no mundo e nos comprometermos com seu projeto. Juntemos nossos esforços para derrubar todos os muros que nos dividem e impedem a fraternidade e a solidariedade. Faze-nos discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amem...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!