segunda-feira, 15 de novembro de 2010

DOMINGO DIA DO SENHOR: XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM


INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 14 de novembro de 2010

Tema do Dia

É PERMANECENDO FIRMES QUE IREIS GANHAR A VIDA!

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

XXXIII DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - I semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da profecia de Malaquias - 19 Vejam! O Dia está para chegar, ardente como forno. Então os soberbos e todos os que cometem injustiça serão como palha. Quando chegar o Dia, eles serão incendiados - diz Javé dos exércitos. E deles não vão sobrar nem raízes nem ramos. 20 Mas para vocês que temem a Javé brilhará o sol da justiça, que cura com seus raios. E vocês todos poderão sair pulando livres, como saem os bezerros do curral. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Malaquias 3, 19 – 20

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 97(98), 5 – 6. 7 - 8. 9 (R/.9)
REFRÃO: O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

1. Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso rei! -R.

2. Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria. -R.

3. Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade. -R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a piedade em minha vida!!! Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Piedade, que tornará meu trato e colóquio convosco deliciosos! Na oração me fará amar a Deus e Maria Santíssima com infinito amor, e me dará simplicidade de coração ao tratar todos as pessoas como meus irmãos e irmãs.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses - Irmãos, 7 Vocês sabem como devem imitar-nos: nós não ficamos sem fazer nada quando estivemos entre vocês, 8 nem pedimos a ninguém o pão que comemos; pelo contrário, trabalhamos com fadiga e esforço, noite e dia, para não sermos um peso para nenhum de vocês. 9 Não porque não tivéssemos direito a isso, mas porque nós quisemos ser um exemplo para vocês imitarem. 10 De fato, quando estávamos entre vocês, demos esta norma: quem não quer trabalhar, também não coma. 11 Ouvimos dizer que entre vocês existem alguns que vivem à toa, sem fazer nada e em contínua agitação. 12 A essas pessoas mandamos e pedimos, no Senhor Jesus Cristo, que comam o próprio pão, trabalhando em paz. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
2Tessalonicenses 3, 7 – 12

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas 5 Algumas pessoas comentavam sobre o Templo, enfeitado com pedras bonitas e com coisas dadas em promessa. Então Jesus disse: 6 «Vocês estão admirando essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.» 7 Eles perguntaram: «Mestre, quando vai acontecer isso? Qual será o sinal de que essas coisas estarão para acontecer?» 8 Jesus respondeu: «Cuidado para que vocês não sejam enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo já chegou’. Não sigam essa gente. 9 Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem apavorados. Primeiro essas coisas devem acontecer, mas não será logo o fim.» 10 E Jesus continuou: «Uma nação lutará contra outra, um reino contra outro reino. 11 Haverá grandes terremotos, fome e pestes em vários lugares. Vão acontecer coisas pavorosas e grandes sinais vindos do céu.» A coragem do testemunho - 12 «Mas, antes que essas coisas aconteçam, vocês serão presos e perseguidos; entregarão vocês às sinagogas, e serão lançados na prisão; serão levados diante de reis e governadores, por causa do meu nome. 13 Isso acontecerá para que vocês dêem testemunho. 14 Portanto, tirem da cabeça a idéia de que vocês devem planejar com antecedência a própria defesa; 15 porque eu lhes darei palavras de sabedoria, de tal modo que nenhum dos inimigos poderá resistir ou rebater vocês. 16 E vocês serão entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vocês. 17 Vocês serão odiados por todos, por causa do meu nome. 18 Mas não perderão um só fio de cabelo. 19 É permanecendo firmes que vocês irão ganhar a vida!» -PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Lucas 21, 5 – 19

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

È permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!
Estamos já no final do ano litúrgico e o tema das leituras deste domingo é também o do “final dos tempos”, o final do mundo. De fato, no evangelho há numerosas passagens que aludem ao este tema, como os famosos textos “apocalípticos”, pois o gênero “apocalíptico” era uma espécie de moda dos crentes daqueles tempos.
O tema do fim do mundo sempre foi um tema muito presente durante a historia do cristianismo. Podemos dizer que fazia parte da identidade cristã. Ser cristão implicava crer que nossa vida terminaria com um juízo de Deus sobre nós e sobre o mundo no seu conjunto: Deus decidiria em algum momento, e muito provavelmente de surpresa, no final do mundo; toda a humanidade seria convocada ao juízo no Vale de Josafá, situado junto à muralha oriental do tempo de Jerusalém (o que fez desse vale um cemitério muito procurado...).
Este conceito do final do mundo já estava estabelecido (até há pouco tempo, quando ainda éramos crianças) dentro do contexto de uma cosmovisão na qual Deus era imaginado como um “Senhor todo poderoso”, situado fora e acima do mundo, no segundo piso celestial, observando e, com freqüência, praticando intervenções no mundo, onde se debatia a humanidade, que ele havia criado para passar por um prova e, na sequencia, participar da vida definitiva, que já não seria aqui na terra, mas em outro lugar, em um “novo céu e uma nova terra”, porque a velha terra seria destruída com o final do período de prova para a Humanidade. Na sequencia já tudo ficaria por conta da vida eterna no céu, ou no inferno, talvez para alguns.
Ruboriza hoje, e quase parece caricatura, contar ou descrever aquela visão que durante séculos foi identificada coma doutrina cristã... Durante séculos a criação revelada por Deus mesmo. Duvidar daquela visão ou de seus detalhes era considerado um pecado de “falta de fé” e, pior ainda, um desacato à revelação. Sobre o “grande relato” ou visão global que o cristianismo apresentava (pecado original, juízo particular, juízo universal, céu, purgatório ou inferno...) não era permitido duvidar.
Hoje podemos levar as mãos à cabeça ao cair na conta que grande parte de toda essa visão eram tradições mitológicas ancestrais, pensamento platônico... Genial Platão, que conseguiu criar uma “imagem do mundo que cativaria a imaginação da humanidade por gerações e gerações, durante vários milênios… até hoje.
A revolução científica, começada no século XVI, foi destruindo aquela cosmovisão platônico-aristotélica do cristianismo: as esferas celestiais, os sete céus, a separação entre o mundo perfeito supra-lunar e o imperfeito ou corruptível ou infra-lunar, a descrição tão viva dos “novíssimos” (morte, juízo, inferno e paraíso...). Porém o que na visão científica ou o conhecimento simplesmente físico das pessoas ia se desmoronando, havia um refugio na visão religiosa, como se o céu da fé fosse o aristotélico-platônico, ainda que o céu astronômico fosse totalmente outro.
Hoje, com o avanço da ciência, a escatologia (ramo da ciência que trata do “eskhatos, os últimos acontecimentos) não sabe onde colocar esses últimos acontecimentos, nem como conectá-los com o que hoje todos sabem. E por isso custa continuar falando das “últimas coisas” nas coordenadas teológicas tradicionais: realidades últimas eram pensadas como conectadas diretamente com a “prova” e o “juízo de Deus” sobre nós e a uma “vida eterna”, vista como o premio ou castigo correspondente.
A vida, a morte e a possível continuidade ou não da vida... tudo isso era considerado nas coordenadas daquela visão mítica (acima de tudo Deus, que decide criar a humanidade e colocá-la à prova para levar os participantes à vida eterna...).
A convicção mítica do “Deus que cria os humanos para uma vida provisória, com uma prova para classificar os que poderiam chegar à vida eterna”. Ainda hoje, muitos cristãos continuam pensando assim, como também não vêem a possibilidade de que a vida, morte e o além da morte sejam dimensões da existência humana que devam deixar de ser “utilizadas” com a idéia de prêmios e castigos de Deus aos irmãos por sua conduta. Muitos pregadores terão hoje dificuldades para enfocar em sua homilia a superação dessa interpretação tradicional.

COMENTARIO MAIS TRADICIONAL
Malaquias, através de uma linguagem apocalíptica, alenta o povo justo que serve inteiramente ao Senhor, indicando que já vai chegar o dia em que se fará sentir a justiça de Deus sobre os que não guardam sua lei; que eles não são os que realmente dirigem o caminhar da história, mas que é o Deus amante da vida que a conduz, levando-a pelo caminho da paz e da vida. Todos os que caminham pelo caminho do Senhor serão iluminados pelo “sol da justiça” que irradia sua luz no meio da obscuridade, da dor e da morte.
O salmo que lemos hoje é um hino ao Rei e Senhor de toda a Criação, aquele que dirige com justiça todos os povos da terra, um Deus amoroso e fiel ao seu povo de Israel. Deus é um Deus justo, que merece ser louvado por todos, pois que derrotou a morte e possibilitou a vida para todos; por isso toda a Criação o louva e celebra a presença desse Deus misericordioso e justo no meio do povo libertado. É um salmo de agradecimento pelos benefícios que o povo recebeu por ter sua esperança posta no Deus da Vida.
Muitos dos crentes de Tessalônica, especificamente das “classes superiores”, pensaram que não deviam se preocupar pelas coisas da vida cotidiana, como o trabalho e que deviam esperar, de braços cruzados, a iminente vinda do Senhor e dedicar-se à ociosidade.
Paulo chama fortemente a atenção sobre essa atitude equivocada, pois são pessoas que vivem do trabalho alheio, são exploradores dos outros (escravos) e que, graças a isso, acumulam riquezas sem esforçar-se em absoluto. É a eles que Paulo se dirige fortemente: o que não quer trabalhar que não coma (v. 10), já que esta atitude não é própria do ensinamento dos apóstolos.
Pode ser que a presença do magnífico templo de Jerusalém alentasse a fé dos judeus a ponto de ser mais significativa a arquitetura e o poder da religião do que o próprio Deus de Israel; pode ser que fossem mais importantes os sacrifícios, o ritual, a construção majestosa que as atitudes exigidas pelo próprio Deus para um verdadeiro culto a ele: a misericórdia e a justiça possibilitam uma relação legítima com Deus e com os irmãos, mas que cria grandes divisões sociais e injustiças que contradizem a finalidade de uma experiência de fé.
É importante ir descobrindo em nossa vida que a experiência de fé deve estar permeada pelo serviço incondicional aos demais; é assim como vamos sentindo a passagem de Deus pela nossa existência e é assim como vamos construindo o verdadeiro templo de Deus, o qual não se deve equiparar com edificações ostentosas, mas com a Igreja-comunidade de crentes que se inspira na Palavra de Deus e se mantém firme na esperança em Jesus ressuscitado.

ORAÇÃO COMUNITÁRIA
Senhor e Pai da história, ensina-nos a transformar as relações entre os seres humanos construindo uma história humana de amor, de liberdade, de justiça e de paz, que nos leve à construção de uma humanidade nova onde se explicite efetivamente o Reino de Deus. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Oração Final
Pai Santo, queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que o seu sálario seja aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!