INVOCAÇÕE Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo, 23 de janeiro de 2011
Tema do Dia
E ELES ABANDONARAM A BARCA E O SEGUIU JESUS!
Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!III DOMINGO DO TEMPO COMUM
(cor verde - ofício do dia)
Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do livro do Profeta Isaías - 23 Não haverá saída para a terra angustiada. No passado, ele humilhou a terra de Zabulon e Neftali; mas, no futuro, tornará glorioso o caminho do mar, o Além-Jordão e o território das nações. 1 O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso. 2 Multiplicaste o povo, aumentaste o seu prazer. Vão alegrar-se diante de ti, como na alegria da colheita, como no prazer dos que repartem despojos de guerra. 3 Porque, como no dia de Madiã, quebraste a canga de suas cargas, a vara que batia em suas costas e o bastão do capataz de trabalhos forçados. -Palavra do Senhor. Graças a Deus! Isaias 8, 23 - 9. 3
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 26(27), 1. 4. 13 - 14 (R. 1a.c)REFRÃO: O Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida!
1. De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? - R.
2. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário. - R.
3. Sei que verei os benefícios do Senhor na terra dos vivos! Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor! - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em tudo, Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.
Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios -10 Eu lhes peço, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo mantenham-se de acordo uns com os outros, para que não haja divisões. Sejam estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar. 11 Meus irmãos, alguns da casa de Cloé me informaram que entre vocês existem brigas. 12 Eu me explico. É que uns dizem: «Eu sou de Paulo!» E outros: «Eu sou de Apolo!» E outros mais: «Eu sou de Pedro!» Outros ainda: «Eu sou de Cristo!» 13 Será que Cristo está dividido? Será que Paulo foi crucificado em favor de vocês? Ou será que vocês foram batizados em nome de Paulo? 17 De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1corintios 1, 10 - 13. 17
O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, 12 Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galiléia. 13 Deixou Nazaré, e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galiléia, nos confins de Zabulon e Neftali, 14 para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galiléia dos que não são judeus! “16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e uma luz brilhou para os que viviam na região escura da morte.» 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo.» 18 Jesus andava a beira do mar da Galiléia, quando viu dois irmãos: Simão, também chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando a rede no mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse para eles: «Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens.» 20 Eles deixaram imediatamente as redes, e seguiram a Jesus. 21 Indo mais adiante, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. E Jesus os chamou. 22 Eles deixaram imediatamente a barca e o pai, e seguiram a Jesus. 23 Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando a Boa Notícia do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. - PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 4, 12 – 23
Mateus 4, 12 – 23
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia.
"Reflexão da Palavra"
E eles abandonaram a barca e o seguiram
É do conhecimento de todos que a liturgia católica carece de uma reforma substancial e a necessidade de reordenar a escolha dos textos segundo novos critérios. A incorporação da segunda leitura à temática unitária (em vez de se apoiar em sua temática própria), e a possibilidade de que sejam vários os ordenamentos litúrgicos dos textos, segundo objetivos e necessidades distintas a serem escolhidas segundo variáveis diversas, seriam outras tantas possibilidades.
Entretanto, é bom saber que a liturgia não “é” assim, mas que a temos assim, à espera que chegue um momento mais propício para reativar as tantas coisas que na igreja católica estão paradas ou em hibernação à espera de outra conjuntura.
A primeira leitura parece ter sido escolhida estritamente por coincidir com a terceira leitura por causa da alusão geográfica (zona de Zabulon e Neftali), zona limítrofe de Israel na qual Jesus veio se estabelecer. A segunda, como sempre acontece, vai por seus caminhos próprios, sendo puramente aleatório que alguma vez encaixe com a mensagem das outras duas.
Podemos dizer que o evangelho de hoje, dada a altura à qual estamos no ano litúrgico, corresponde à vida de Jesus, seguindo um critério simplesmente cronológico: o início de sua atividade pública, quando sua missão de pregador do Reino decola e atinge a plenitude.
São muitos os detalhes que merecem comentário neste evangelho. Jesus começa sua atividade tomando como referencia os sinais dos tempos. Ao menos o evangelista faz notar que Jesus não começa sua missão sem mais e nem a seu bel prazer, somente entra em cena ao saber que João Batista havia sido encarcerado.
Jesus reage ante os fatos da história que o rodeiam. Não cumpre uma missão previamente programada e que deveria ser levada a termo com indiferença, não importando o que acontecesse.
Jesus “foi viver” em Cafarnaum. Alguns exegetas (Nolan, por exemplo) fazem notar que “se estabeleceu” ali e que, provavelmente, ao citar como sendo “sua casa”, não seria a casa de Pedro e sim a de Jesus. Não se pode falar com segurança, mas não é improvável. Uma dúvida sobre essa imagem tão usual de um Jesus evangelizador itinerante.
O conteúdo do que seria a “primeira pregação” de Jesus, ou ainda melhor, a tônica dominante da pregação de Jesus: a vinda do Reinado de Deus, como boa notícia que convida a mudança. Hoje já sabido pelas crianças da catequese paroquial, quando há quarenta anos o ignoravam todos os cristãos adultos, inclusive os pregadores: que o centro da pregação de Jesus foi o “Reinado de Deus”, um conceito que beira à escatologia, ou seja, que Jesus não foi um pregador doutrinal teórico, nem um mestre da sabedoria religiosa, nem asceta, mas um profeta dominado pela urgência de uma paixão, a paixão pelo Reinado de Deus que ele acreditava iminente.
Não era somente um anúncio, e sim uma co-moção: Jesus anunciava para provocar a mudança, para animar a esperança na mudança que Deus mesmo estava a ponto de fazer acontecer. Por isso, seu anuncio era para a conversão: “mudem sua vida e seu coração porque o reino dos céus está próximo”, na tradução da Bíblia Latino-americana.
Aqui detectamos uma dupla direção: é preciso mudar (converter-se) “porque” chega o Reinado Deus e, também, é preciso mudar “para que” venha, para tornar possível que venha, porque na mudança já acontece esse Reinado... São as duas dimensões: ativa e passiva, receptiva e provocativa, de contemplação e de luta sem unilateralismos.
O caráter concreto de práxis que Jesus adota, não é a de ele mesmo ser o transformador da sociedade, com suas próprias práticas, não é a de enfrentar diretamente a tarefa, mas a de comprometer o outros, de convencer a outros para somar à tarefa e para isso, dedicar-se a desbloquear a mentes, a iluminar os corações, abrir a visão dos demais para que possam ser incorporados à transformação da sociedade.
Pode-se dizer que Jesus, mais que uma prática, assume uma prática teórica e simbólica. Ele não se faz médico nem se dedica a curar os enfermos, porém dedica-se a dar a Boa Notícia, ainda que em sua pregação a cura esteja sempre presente como “signo” de cura: “pregava e curava”. Teoria e prática: Jesus exercia a tarefa de abridor de mentes, iluminador de corações, gerador de esperança, transmissor de energias.
Nessa linha de pensamento, pode-se salientar ainda melhor o fato de ter convertido os seus amigos mais achegados em “pescadores de pessoas” (e não “de homens”), o que ele mesmo estava sendo. Querer estender o cristianismo a todo o mundo e fazer tábua rasa das demais religiões são um pensamento que já não tem lugar em uma visão à altura dos tempos atuais.
O ser realmente “evangelizador” apaixonado pela Utopia do Reino (utopia que não é inimiga das demais religiões nem pretende impor nenhuma cultura), continua tendo pleno sentido. Muitos detalhes, muitos temas, em um evangelho simples, porém com muito conteúdo.
Oração Final
Pai Santo, que assumiste a nossa humanidade na encarnação de Teu Filho amado, dá-nos sabedoria e força para que também nós nos tornemos discípulos missionários. Um povos que sofrem fome no mundo ou que estejam sedentos de justiça, de paz e de verdade. Deus, que dá a vida em abundância por meio de seu Filho, permita que todos os povos possam satisfazer suas necessidades e avancem para a comunhão fraterna de amizade e solidariedade. Contigo, revelando aos discípulos missionários irmãos à luz interior do Teu Espírito que habita em nós; Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!
e conduze-me com o fogo do vosso amor!