domingo, 15 de maio de 2011

LEITURA DIARIA SAGRADA ESCRITURA: IV DOMINGO DA PÁSCOA: DIA DO SENHOR; CRISTO RESSUSCITOU.

LEITURA DIARIA SAGRADA ESCRITURA: IV DOMINGO DA PÁSCOA: DIA DO SENHOR; CRISTO RESSUSCITOU.

IV DOMINGO DA PÁSCOA: DIA DO SENHOR; CRISTO RESSUSCITOU.

JESUS É O BOM PASTOR
INVOCAÇÃO Espírito de Cristo santifique-me. Coração de Cristo vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo, 15 de maio de 2011
Tema do Dia

EU SOU A PORTA DAS OVELHAS!

 

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!
IV DA PÁSCOA
(branco, glória, creio - IV semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 14 Então Pedro, que aí estava com os outros onze apóstolos, levantou-se e falou em voz alta: «Homens da Judéia e todos vocês que se encontram em Jerusalém! Compreendam o que está acontecendo e prestem atenção nas minhas palavras: 36 Que todo o povo de Israel fique sabendo com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vocês crucificaram.» 37 Quando ouviram isso, todos ficaram de coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: «Irmãos, o que devemos fazer?» 38 Pedro respondeu: «Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois vocês receberão do Pai o dom do Espírito Santo. 39 Pois a promessa é em favor de vocês e de seus filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar.» 40 Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e exortava, dizendo: «Salvem-se dessa gente corrompida.» 41 Os que acolheram a palavra de Pedro receberam o batismo. E nesse dia uniram-se a eles cerca de três mil pessoas. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Atos dos Apóstolos 2, 14a. 36 – 41
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 22(23), 1 – 2. 3 – 4. 5 – 6 (R.1)
REFRÃO: O Senhor é o pastor que me conduz; para as águas repousastes me encaminha!

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. - R.

2. Restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. - R.

3. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da primeira carta de São Pedro - 20 Que mérito haveria em suportar com paciência, se vocês fossem esbofeteados por terem agido errado? Pelo contrário, se vocês são pacientes no sofrimento quando fazem o bem, isto sim é ação louvável diante de Deus. 21 De fato, para isso é que vocês foram chamados, pois Cristo também sofreu por vocês, deixando-lhes exemplo para que sigam os passos dele. 22 Ele não cometeu nenhum e mentira pecado nenhuma foi encontrada em sua boca. 23 Quando insultado, não revidava; ao sofrer, não ameaçava. Antes, depositava sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. 24 Sobre o madeiro levou os nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que nós, mortos para nossos pecados, vivêssemos para a justiça. Através dos ferimentos dele é que vocês foram curados, 25, pois estavam desgarrados como ovelhas, mas agora retornaram ao seu Pastor e Guardião. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1pedro 2, 20 - 25

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.
O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 1 «Eu garanto a vocês: aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Mas aquele que entra pela porta, é o pastor das ovelhas. 3 O porteiro abre a porta para ele, e as ovelhas ouvem a sua voz; ele chama cada uma de suas ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 Depois de fazer sair todas as suas ovelhas, ele caminha na frente delas; e as ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz. 5 Elas nunca vão seguir um estranho; ao contrário, vão fugir dele, porque elas não conhecem a voz dos estranhos.» 6 Jesus contou-lhes essa parábola, mas eles não entenderam o que Jesus queria dizer. 7 Jesus continuou dizendo: «Eu garanto a vocês: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. 9 Eu sou a porta. Quem entra por mim, será salvo. Entrará, e sairá, e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 10, 1 – 10
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia
"Reflexão da Palavra"

Eu sou a porta das ovelhas.
A primeira litura, tomada do livro dos Atos, pertence ao discurso de Pedro, ante o povo reunido em Jerusalém, conforme a afirmação de Pentecostes. Depois de interpretar o fenômeno da diversidade de línguas, através das quais falavam os discípulos, cheiros do Espírito Divino.
Pedro lembra a vida e a obra de Jesus, anuncia o Kerygma, a proclamação solene da Boa Nova do Evangelho: Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e ao terceiro dia Deus o fez levantar-se da morte libertando-o da corrupção do sepulcro e sentando-o à sua direita, como haviam anunciado os profetas. Trata-se, evidentemente, de uma primeira elaboração teológica do chamado “kerygma”, síntese ou núcleo da pregação.
Logicamente, essa formulação do Kerigma está condicionada por seu contexto social e histórico. Não é por aparecer no Novo Testamento que seja intocável ou ininterpretavel. As palavras, as fórmulas, os elementos mesmos que compõem esse kerigma, hoje podem parecer estranhos, ininteligíveis para nossa mentalidade atual. É normal, mas a comunidade cristã tem o dever de evoluir, de recriar os símbolos.
A fé não é um “depósito” onde se conserva e guarda os ensinamentos, mas uma fonte, um manancial que se mantém idêntico a si mesmo precisamente entregando sempre água nova.
Em muitos países tropicais são quase desconhecidos os rebanhos de ovelhas, cuidadas por seu pastor. Eram e são muito comuns no mundo antigo de toda a costa do Mediterrâneo. Muito provavelmente Jesus foi pastor dos rebanhos das comunas de Nazaret, acompanhou jovens de sua idade a pastorear. Por isso, em sua pregação são abundantes as imagens tomadas dessa prática da vida rural de Palestina.
No evangelho de João a singela parábola sinótica da ovelha perdida (Mt 18,12-14; Lc 15,3-7) se converte em uma bela e longa alegoria na qual Jesus se apresenta como o Bom Pastor, dono do rebanho pelo qual se interessa, não como os ladrões e salteadores que escalam as paredes do redil para matar e roubar.
Ele entra pela porta do redil, o porteiro abre, ele chama as ovelhas a pastar e elas conhecem sua voz. A alegoria chega a um ponto culminante quando Jesus diz ser ele “a porta das ovelhas”, por onde elas entram e saem do redil em busca de pastagens e água abundante. Certamente que na alegoria do rebanho, as ovelhas são os discípulos e os membros da comunidade cristã.
A alegoria do Bom Pastor está inspirada no longo capítulo 34 do profeta Ezequiel no qual há uma reprovação das autoridades judaicas por não saberem pastorear o povo e Deus promete assumir ele mesmo este papel enviando a um descendente de Davi.
A imagem do Bom Pastor teve um êxito notável entre os cristãos que já nos primeiros séculos da igreja representaram a Jesus como Bom Pastor carregando sobre seus ombros um cordeiro ou uma ovelha. Tais representações se conservam nas catacumbas romanas e em numerosos sarcófagos de diferentes procedências.
A imagem sugere a ternura de Cristo e seu amor solícito pelos membros de sua comunidade, seus pastores, inclusive sua entrega até a morte, pois, como diz o evangelho de hoje “o bom pastor dá a vida por suas ovelhas”. A imagem de “ovelhas e pastores” deve ser bem cuidada porque pode justificar a dualidade de classes na Igreja. Esta dualidade não é um temor utópico, senão que já foi uma realidade pesada e dominante.
O Concilio Vaticano I declarou “A Igreja de Cristo não é uma comunidade de iguais, na qual todos os fiéis tem os mesmos direitos, mas uma sociedade de desiguais, não somente porque entre os fieis uns são clérigos e outros são leigos, mas de uma maneira especial, porque na igreja reside o poder que vem de Deus, pelo qual a uns foi dado santificar, ensinar e governar e a outros não” (Constituição sobre a Igreja, 1870). Pio XI, por sua parte, dizia: Ã Igreja é, pela força mesma de sua natureza, uma sociedade desigual.
Compreende duas categorias de pessoas: os pastores e o rebanho, os que estão colocados nos distintos graus da hierarquia e a multidão dos fiéis. E estas categorias, são distintas entre si; somente na hierarquia residem o direito e a autoridade necessários para promover e dirigir a todos os membros ao objetivo da sociedade. “Enquanto a multidão, não tem outro direito que o de deixar-se conduzir e seguir docilmente seus pastores” (Vehementer Nos, 1906).
A verdade é que estas categorias de “pastores e rebanho”, ao longo da historia da Igreja, funcionaram quase sempre – ao menos no segundo milênio – de uma forma hoje inaceitável. É preciso muito cuidado para que nossa forma de utilização dessas categorias não veicule uma justificação inconsciente da divisão de classes na Igreja.
O Concilio Vaticano II propôs uma mudança radical nesse sentido com aquela sua insistência em que mais importante que as diferenças de ministério ou serviço na Igreja é a comum dignidade dos membros do Povo de Deus (o lugar mais simbólico a este respeito é o capítulo segundo da Lumem Gentium do Vaticano II).
Como já é do conhecimento de todos, nas últimas décadas deu-se um retrocesso em direção a uma centralização e falta de democracia. A queixa de que Roma não valoriza a “colegialidade episcopal” é um clamor universal. A prática dos Sínodos episcopais, praticada depois do concilio, foi rebaixada a reuniões meramente consultivas.
As conferencias Episcopais Nacionais, verdadeiro símbolo da renovação conciliar, foram declaradas pelo cardeal Ratzinger, carentes de base teológica. Os conselhos pastorais e os conselhos presbiterais, estabelecidos pela prática pós-conciliar como instrumentos de participação e democratização, quase foram abandonados por falta de ambiente.
A freguesia de uma paróquia ou de uma diocese pode ter somente uma opinião, porém se o pároco ou o bispo pensam ao contrario, não há nada que discutir na atual estrutura canônica clerical e autoritária. “A voz do Povo é a voz de Deus” em todas as partes, menos na Igreja, pois para ela o povo deve pensar que a única voz segura de Deus é a da hierarquia.
Assim a Igreja se converteu – como gosta de falar Hans Kung – na “última monarquia absoluta do Ocidente”. Quem não está de acordo tem como resposta que a Igreja não é uma democracia, e é certo, pois é muito mais que isso: é uma comunidade na qual todos os métodos participativos democráticos deveriam ser colocados em ação ante o exercício efetivo da “comunhão e participação”.
Em semelhante contexto eclesial, pode-se falar ingenuamente do “bom pastor e do rebanho a ele confiado” com toda a inocência e ingenuidade? O Concilio Vaticano II expressou essa verdade com a máxima autoridade: “Devemos ter consciência das diferenças da Igreja e combatê-las com a máxima energia” (Gaudium et Spes 43).
Na Igreja daquele que disse que “ser o primeiro é ser o último e servidor de todos”, em algum sentido, todos somos pastores de todos, todos somos responsáveis e todos podemos contribuir. Não se nega o papel de coordenação e governo. O que se nega é sua sacralização, a teologia que justifica ideologicamente o poder autoritário que não se submete ao discernimento comunitário nem à crítica democrática. A Igreja não é uma democracia, é muito mais que isso; e, menos ainda, pode ser um rebanho.
Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Faze-nos discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém...
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!