domingo, 7 de novembro de 2010

DOMINGO DIA DO SENHOR: XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM

PRIMEIRA LEITURA; Apocalipse 7, 2 - 4. 9 – 14; Salmo 23(24),1 – 2. 3 – 4. 5 – 6 (R/.6a); SEGUNDA LEITURA; 1João 3, 1 – 3; EVANGELHO Mateus 5, 1 – 12
INVOCAÇÕES Espìrito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 07 de março de 2010

Tema do Dia

ALEGRAI-VOS E EXULTAI, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NOS CÉUS

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

TODOS OS SANTOS E SANTAS
(branco, glória, creio, prefácio próprio - ofício da solenidade)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do Apocalipse - Eu João, 2 Vi também outro Anjo que vinha do Oriente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele gritou em alta voz aos quatro Anjos, que tinham sido encarregados de fazer mal à terra e ao mar: 3 «Não prejudiquem a terra, nem o mar, nem as árvores! Primeiro vamos marcar a fronte dos servos do nosso Deus.» 4 Ouvi então o número dos que receberam a marca: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos do povo de Israel. 9* Depois disso eu vi uma grande multidão, que ninguém podia contar: gente de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam todos de pé diante do trono e diante do Cordeiro. Vestiam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10 Em alta voz, a multidão proclamava: «A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.» 11 Nessa hora, todos os Anjos que estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres vivos, ajoelharam-se diante do trono para adorar a Deus. 12 E diziam: «Amém! O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus, para sempre. Amém!» 13* Um dos Anciãos tomou a palavra e me perguntou: «Você sabe quem são e de onde vieram esses que estão vestidos com roupas brancas?» 14 Eu respondi: «Não sei não, Senhor! O Senhor é quem sabe!» Ele então me explicou: «São os que vêm chegando da grande tribulação. Eles lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Apocalipse 7, 2 - 4. 9 – 14

Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 23(24),1 – 2. 3 – 4. 5 – 6 (R/.6a)
REFRÃO: É assim a geração dos que procuram o Senhor!

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares e sobre as águas, a mantém inabalável. -R.

2. "Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?" "quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. -R.

3. Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador". "É assim a geração dos que o procuram e do Deus de Israel buscam a face". -R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em tudo, Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da primeira carta de São João Caríssimos, 1 Vejam que prova de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus. E nós de fato o somos! Se o mundo não nos reconhece, é porque também não reconheceu a Deus. 2 Amados, desde agora já somos filhos de Deus, embora ainda não se tenha tornado claro o que vamos ser. Sabemos que quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque nós o veremos como ele é Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1João 3, 1 – 3

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus Naquele tempo, 1 Jesus viu as multidões, subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos se aproximaram, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4 Felizes os aflitos, porque serão consolados. 5 Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. 8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11 Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. 12 Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês.» PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 5, 1 – 12

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Os saduceus eram os líderes mais conservadores no judaísmo da época de Jesus. Somente nas idéias, não porém em sua conduta. Consideravam como revelados por Deus somente os primeiros cinco livros da Bíblia, por eles atribuídos a Moisés.
Os profetas, os escritos apocalípticos, todo o referente ao Reino de Deus, as exigências de mudança na história, na outra vida, eram consideradas por eles idéias “libertarias” de descontentes sociais. Para eles não existia outra vida, a única vida existente era a presente e nela eles eram os privilegiados; por isso, não havia por que esperar outra.
Pensavam dessa maneira as famílias sacerdotais da elite e os anciãos, ou seja, os chefes de famílias aristocráticas que tinham seus próprios escribas. Ainda que estes não tivessem muito prestigio, ajudavam a fundamentar teologicamente suas aspirações para uma vida boa.
As riquezas e o poder que tinham eram uma amostra de que eram os preferidos de Deus. Não necessitavam esperar outra vida. Graças a isso, mantinham uma posição cômoda: por um lado, a aparência de piedade; por outro, um estilo de vida de acordo com os costumes pagãos dos romanos, seus amigos, de quem recebiam privilégios e concessões que ampliavam suas fortunas.
Os fariseus eram o oposto deles, tanto em suas esperanças como em seu estilo de vida austera e apegada à lei da pureza. Uma das convicções mais firmemente arraigadas era a fé na ressurreição, que os saduceus rejeitavam abertamente pelas razoes expostas anteriormente. Porém, muitos concebiam a ressurreição como a mera continuação da vida terrena, somente que para sempre.
Jesus estava já na reta final de sua vida pública. A ação de Jesus em favor da Causa do Reino era desmascarar as intenções distorcidas dos grupos religiosos de seu tempo. O Sinédrio declarava-se incompetente para decidir se tinham ou não autoridade para fazer o que fazia; os fariseus e os herodianos eram considerados hipócritas, por suas inconseqüências no agir. Suédrio e saduceus se enfrentam por causa da interpretação da lei de Moisés.
A posição de Jesus neste debate com os saduceus pode ser iluminadora para os tempos atuais. Também nós, como sociedade culta, podemos reagir com freqüência contra uma imagem demasiado fácil da ressurreição. Qualquer um de nós com formação cristã de catequese infantil, pode recordar os ensinamentos a respeito deste tema, a fácil descrição, que até os anos 50 se fazia da morte (separação da alma em relação ao corpo), o que seria um juízo particular, como seria o juízo universal, o purgatório (se não o limbo), o céu e o inferno.
A teologia (ou simplesmente o imaginário) cristã tinha respostas detalhadas e exaustivas para todos estes temas. Acreditava-se saber quase tudo a respeito ao além e com requintes de detalhes. Muitas pessoas de “hoje”, com cultura filosófica e antropológica (ou simplesmente com “senso comum atual”) se ruborizam ao ter acreditado em tais coisas, e se rebelam, como aqueles coetâneos de Jesus, contra uma imagem tão prática, tão maximalista, tão segura a respeito do tema.
De fato, no ambiente geral do cristianismo atual, pode-se observar um prudente silencio sobre estes temas, outrora tão vivos e até discutidos. Em relação aos falecidos, não se fala mais das realidades do além nas celebrações relativas à morte, não se tem a mesma opinião que há décadas.
Algo está torto epistemologicamente na cultura moderna, que nos faz sentir a necessidade de não repetir, sem mais, o que nos foi dito, mas de revisar e repensar o que podemos dizer, saber e esperar.
Como os saduceus daquele tempo, hoje Jesus nos diz também: “vocês não sabem do que estão falando...”. Seja o conteúdo real do que temos chamado tradicionalmente “ressurreição” não é algo que se possa descrever, nem detalhar, sem sequer “imaginar”.
Talvez seja um símbolo que expressa um mistério que apenas se pode intuir, mas não concretizar. Uma ressurreição entendida direta e plenamente como uma “reavivamento”, ainda que seja espiritual (que é como a imagem funciona de fato em muitos cristãos formados em um esquema mais tradicional), hoje, criticamente falando, a idéia não parece sustentável.
Talvez seja boa para nós uma sacudida como a de Jesus aos saduceus. Antes que nossos contemporâneos percam a fé na ressurreição e, com ela, de uma vez, toda a fé, seria bom fazermos um serio esforço para purificar nossa linguagem sobre a ressurreição e para colocar em relevo seu caráter de mistério. Fé sim, porém não uma fé preguiçosa e fundamentalista, mas séria, sóbria, crítica e bem formada.

ORAÇÃO COMUNITÁRIA
Ó Pai, a esperança na ressurreição é um dom misterioso que não conseguimos compreender por inteiro, porém em todas as tradições religiosas se expressa de mil maneiras. Ilumina-nos para que vivamos a cada momento de nossa vida a certeza de que nunca nos abandonas e nem permites que nos percamos. Isso te pedimos por Jesus Cristo teu Filho e nosso irmão.

Oração Final
Pai Santo, nós Te pedimos, não que nos livres da morte, mas que nos seja dada a graça de viver nossos dias com grandeza, como dissípulos missionários, dádiva generosa e sagrada do Teu Amor. E, depois do derradeiro dia, que ouçamos a palavra Tua que é a esperança do nosso viver neste mundo, sinais de Teu Reino de Amor. Por Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amem...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!