INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem...Hoje é domingo, 21 de novembro de 2010
Tema do Dia
SENHOR, LEMBRA-TE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINADO!
Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!
Nosso Senhor Jesus Cristo,rei do universo
(branco, gória, creio, prefácio própio - ofício da solenidade)
Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do segundo livro de Samuel - Naqueles dias, 1 Todas as tribos de Israel foram encontrar-se com Davi em Hebron, e lhe propuseram: «Veja! Somos do mesmo sangue. 2 Já antes, quando Saul era nosso rei, o verdadeiro comandante de Israel era você. E Javé lhe disse: ‘Você será o pastor do meu povo Israel. Você será o chefe de Israel’ «. 3 Todos os anciãos de Israel foram visitar o rei em Hebron, e Davi fez um pacto com eles em Hebron, diante de Javé. E eles ungiram Davi como rei de Israel. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
2Samuel 5, 1 – 3
Meu encontro com DeusMinha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 121(122), 1 – 2. 3 - 5 (R/.1)
REFRÃO: Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!
1.Que alegria quando ouvi que me disseram: "Vamos a casa do Senhor!" E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. - R.
2.Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louver, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!! Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses Naqueles dias, 12 Com alegria, dêem graças ao Pai, que permitiu a vocês participarem da herança dos cristãos, na luz. Cristo é o único mediador -* 13 Deus Pai nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do seu Filho amado, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito, anterior a qualquer criatura; 16 porque nele foram criadas todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres, as visíveis como as invisíveis: tronos, soberanias, principados e autoridades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele existe antes de todas as coisas, e tudo nele subsiste. 18 Ele é também a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Ele é o Princípio, o primeiro daqueles que ressuscitam dos mortos, para em tudo ter a primazia. 19 Porque Deus, a Plenitude total, quis nele habitar, 20 para, por meio dele, reconciliar consigo todas as coisas, tanto as terrestres como as celestes, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Colossenses 1, 12 – 20
Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.
O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 35 O povo permanecia aí, olhando. Os chefes, porém, zombavam de Jesus, dizendo: «A outros ele salvou. Que salve a si mesmo, se é de fato o Messias de Deus, o Escolhido!» 36 Os soldados também caçoavam dele. Aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37 e diziam: «Se tu és o rei dos judeus, salva a ti mesmo!» 38 Acima dele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus.» 39 Um dos criminosos crucificados o insultava, dizendo: «Não és tu o Messias? Salva a ti mesmo e a nós também!» 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo: «Nem você teme a Deus, sofrendo a mesma condenação? 41 Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal.» 42 E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando vieres em teu Reino.» 43 Jesus respondeu: «Eu lhe garanto: hoje mesmo você estará comigo no Paraíso.» -PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Lucas 23, 35 – 43
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado(a) por sua mensagem ao longo deste dia
"Reflexão da Palavra"
Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado
A festa do Cristo Rei foi estabelecida pela Igreja na época do ocaso das monarquias, com o objetivo de apoiá-las como também as aristocracias interessadas pela sobrevivência do Antigo Regime e para fazer oposição aos nascentes regimes republicanos, que representavam os interesses dos pobres, do liberalismo e da nascente democracia. Suas origens são muito discutíveis. Contudo, em todo caso, os textos da liturgia desta festa mostram a maneira peculiar como Cristo seria “Rei”.
Convém lembrar em que consistiam as esperanças messiânicas do povo judeu no tempo de Jesus: uns esperavam um novo rei, ao estilo de Davi, tal como é apresentado na primeira leitura de hoje. Outros, esperavam um dirigente militar que fosse capaz de derrotar o poderio romano; outro esperavam um novo Sumo Sacerdote, que purificaria o Templo. Nos três caos, esperava-se um Messias triunfante e poderoso.
O salmo que lemos hoje, também proclama o modelo davídico de “rei”. Jerusalém, a “cidade santa” é a cidade do poder. Isso explica o motivo pelo qual Jesus ao anunciar a Paixão a seus seguidores, não conseguem entender o motivo pelo qual teria que enfrentar a morte.
O Evangelho nos apresenta como Jesus Cristo reina: não a partir de um trono imperial, mas a partir da cruz dos rebeldes. A rebelião de Jesus é a mais radical de todas: pretende, não somente eliminar um tipo de poder (o romano ou o sacerdotal) para substituí-lo por outro com outro nome e em contraposição à lógica de dominação e violência (que era o que correspondia às expectativas judaicas).
Podemos dizer que Jesus é o anti-modelo de rei dos sistemas opressores: não quer dominar as pessoas, mas promover, convocar, suscitar o poder de cada ser humano, de modo que cada uma e cada um de nós assumamos responsavelmente o peso e a alegria de nossa liberdade.
Um dos grandes psicólogos do século XX, Erich Fromm, propõe, em seu livro O medo da liberdade, que diante da angustia que produz no ser humano a consciência de estar separados do resto da criação, adotamos duas atitudes igualmente patológicas: dominar os outros e buscar alguém para dele depender entregando-lhe nossa liberdade.
Em ambos os casos, as pessoas buscam, através destes mecanismos, dissolver essa barreira que nos separa das outras pessoas e do resto do universo. O pecado fundamental do ser humano é, segundo isto, um pecado de poder mal administrado, mal assumido.
É essa a origem de todos os outros pecados: a avareza, que conduz a uma ordem econômica injusta; a soberba, que nos impede ver com clareza nossos erros e pecados; a mentira que nos leva a manipular ou a deixar-nos manipular; a luxuria, o sexo utilizado como instrumento de poder para “possuir”, oprimir; o medo, que nos impede de levantar e caminhar sobre nossos próprios pés.
Emaranhados nessas armadilhas do poder a que conduz nosso “medo da liberdade”, quando um regime opressor dá qualquer sinal se torna insuportável, buscamos como derrotá-lo para substitui-lo por outro que funcione sobre a mesma lógica. Essa é a lógica que Jesus desarticula de forma total e radical.
Quando no Getsemani acodem os soldados e as turbas “da parte dos sumos sacerdotes e anciãos do povo” (Mt 26, 47) para prender Jesus, ele não recorre à violência de nenhum tipo. Jesus se nega a ser coroado rei ao estilo do “mundo”, logo depois da multiplicação dos pães ou peixes (Jo 6,15). A tentação do poder, entendido ao estilo dos sistemas opressores, persegue a Jesus desde o deserto até a cruz.
E do deserto até a cruz Jesus rejeita este modelo, denuncia com toda clareza que isto procede do maligno, do “príncipe deste mundo”, não e cai em suas armadilhas. O custo desta resistência, valente e lúcida de Jesus, é a morte.
Na cruz, Jesus derrota, total e radicalmente, o poder do mal concebido como violência e opressão, por uma parte, e como dependência, submissão e alienação por outra. Desse modo é que inaugura um novo tipo de relacionamento entre as pessoas e com o universo inteiro: um relacionamento baseado no respeito mútuo, na harmonia, na coragem, a fim de assumir o peso da própria liberdade responsável.
Na carta aos colossenses, Paulo assinala como, através de Jesus, o Cristo (primogênito de todas as criaturas, preexistente e co-criador do universo, cabeça da Igreja, primícia da plenitude da Criação inteira) se produz a reconciliação de todos os seres com Deus. Esta e outras expressões paulinas deram lugar a interpretações errôneas, ao considerar a morte de Jesus na cruz como o preço que ele havia de pagar para que o Pai, enfastiado e rancoroso, perdoasse a humanidade pecadora.
Contudo, os evangelhos nos mostram com clareza o motivo pelo qual Jesus nos reconcilia com o Pai: não porque esse Deus, pai e mãe, seja um deus rancoroso, mas porque havíamos perdido o rumo da autêntica unidade com Ele e com o universo inteiro.
Esse retorno à unidade com Deus não aconteceu por medo da existência, nem por meio de posturas de poder (dominante ou dependente), mas superando nossos medos, apresentando-nos tal como somos diante de Deus, em total pobreza de espírito, sem máscaras protetoras que impediam de ver seu rosto.
Nós cristãos proclamamos que Cristo é o alfa e o ômega dos tempos e Senhor da Historia. Porém, e sobretudo, que seu senhorio é o de quem liberta de toda forma de opressão e submissão, que nos dá a liberdade de Espírito, que nos devolve a filiação divina obscurecida por nossos medos, debilidades e pecados.
Assim o Cristo é um anti-Rei aos olhos do “mundo”. É o Cordeiro imolado (Ap 5,12) aquele que nos reconcilia com Deus e nos leva, não de regresso ao Paraíso perdido, mas à utopia da Nova Jerusalém, onde se haverá de adorar somente a Deus esse que liberta, que nos coloca em pé!
Lamentavelmente, quantas vezes em nossa vida eclesial reproduzimos os modelos de “reinado” do mundo e não os de Deus em Jesus Cristo! Quantas vezes estabelecemos relações autoritárias de poder, em vez de serem relações fraternas! Quantas vezes entramos em conflito com os poderes do sistema, seja por ação ou por omissão!
O modelo de “reinado” apresentado como o “Cordeiro imolado” nos interpela e chama à conversão. Não é necessário nem conveniente sublinhar a “realeza” de Jesus, se isso significa tergiversar seu autêntico e efetivo projeto de vida. Causa dano, sobretudo aos mais oprimidos, apresentar essa imagem monárquica e principesca de um Jesus que, na verdade, dedicou toda sua vida e suas energias para desmascarar e lutar contra esse tipo de estrutura.
ORAÇÃO COMUNITARIA
Ó Deus, nosso Pai, que enviaste Jesus Cristo para que anunciasse a todos o teu desejo de renovar totalmente o mundo, contaminado pelo pecado; nós te pedimos que ao proclamá-lo Rei não nos impeça de ver que o verdadeiramente importante é construir com ele e como ele, seguindo seus passos, o teu Reino. Pelo mesmo Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, o amor e a paz como os únicos caminhos que podem conduzir à construção de uma nova humanidade. Ponhamos em suas mãos todas as nossas necessidades familiares e da comunidade eclesial, com o fim de que nos dê a sensibilidade necessária para sabermos perceber seu agir no mundo e nos comprometermos com seu projeto. Juntemos nossos esforços para derrubar todos os muros que nos dividem e impedem a fraternidade e a solidariedade. Faze-nos discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amem...
Repouse ó Santo Espírito em minha alma, e conduze-me com o fogo do vosso amor!