sábado, 29 de janeiro de 2011

IV SEMANA DO TEMPO COMUM: DOMINGO DIA DO SENHOR!!!

INVOCAÇÕES Alma de Cristo santificai-me. Coração de Cristo vivificai-me. Corpo de Cristo salvai-me. Sangue de Cristo inebriai-me. Água do lado de Cristo lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 30 de janeiro de 2011

Tema do Dia

FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DO CÉU!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

IV SEMANA DO TEMPO COMUM
(cor verde - ofício do dia )

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do Profeta Sofonias - 3 Procurem a Javé, como todos os pobres da terra que obedecem aos seus mandamentos; procurem a justiça, procurem a pobreza. Quem sabe, assim, vocês acharão um refúgio no dia da ira de Javé. 12 Deixarei em você um povo pobre e fraco, um resto de Israel que se refugiará no nome de Javé. 13 Não praticarão mais a injustiça, nem contarão mentiras; não se encontrará mais em suas bocas uma língua mentirosa. Eles poderão pastorear e repousar, e ninguém os incomodará. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Sofonias 2, 3; 3,12 – 13

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 145(146), 7. 8 – 9. 9 - 10 (R. Mt5, 3)
REFRÃO: Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

1. O Senhor é fiel para sempre que faz justiça aos oprimidos, e dá pão aos que têm fome. O Senhor livra os cativos; - R.

2. o Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor ergue os abatidos; o Senhor ama os justos. O Senhor protege os peregrinos, ampara o órfão e a viúva; mas entrava os desígnios dos pecadores. - R.

3. O Senhor protege os peregrinos, ampara o órfão e a viúva; mas entrava os desígnios dos pecadores. O Senhor reinará eternamente; ó Sião, teu Deus é rei por toda a eternidade. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a fortaleza em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Fortaleza, para dar conta de cumprir a minha missão a cada dia, sobretudo, suportando as adversidades e desafios que surgem em minha caminhada.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios - 26 Portanto, irmãos, vocês que receberam o chamado de Deus, vejam bem quem são vocês: entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade. 27 Mas, Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. 28 E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante. 29 Desse modo, nenhuma criatura pode se orgulhar na presença de Deus. 30 Ora, é por iniciativa de Deus que vocês existem em Jesus Cristo, o qual se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação, 31 a fim de que, como diz a Escritura: «Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor». -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1corintios 1, 26 – 31

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, 1 Jesus viu as multidões, subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos se aproximaram, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4 Felizes os aflitos, porque serão consolados. 5 Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. 8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11 Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. 12 Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês.» - PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR.
Mateus 5, 1 – 12

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Bem-aventurados os pobres em espírito.
O “Sermão da Montanha” é um dos sermões mais famosos e recordados de Jesus. Aqui nos fixaremos na sua introdução, mais conhecida como “As Bem-aventuranças”, porque o sermão é muito mais longo, vai até 7,29 onde conclui dizendo que as pessoas ficaram admiradas ao ouvir sua doutrina “porque lhes ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas”.
Por que este ensinamento de Jesus causou admiração? Vejamos de perto as Bem-aventuranças e busquemos uma resposta.
1. “... deles é o reino deles céus”
O reino de Deus (“dos céus” é o já conhecido círculo vicioso para evitar “pronunciar o nome de Deus em vão”) é dos pobres em espírito e dos perseguidos por causa da justiça. São aqueles que não põem sua fé, sua confiança e sua esperança nos bens materiais, mas por sua vez são perseguidos porque lutam pela justiça. As duas condições são indispensáveis para que Deus reine. A primeira condição é renunciar a riqueza e a ambição de riqueza. Esta condição é a porta de entrada para o reino de Deus, porque elimina a raiz da injustiça, do acúmulo, de êxito individual, da falta de solidariedade e do domínio sobre outras pessoas e sobre a natureza. A segunda condição favorece a construção de novas relações entre os seres humanos capazes de fazê-las mais simples e mais fáceis, mas ao mesmo tempo, motivo suficiente de perseguição por parte daqueles que se sentem ameaçados por tal transformação.
2. “... possuirá em herança a terra, serão consolados, serão saciados”
Três promessas de Deus para passar de uma situação negativa a outra positiva: da opressão à liberação, do sofrimento ao consolo, da injustiça à justiça. O reino de Deus abre um horizonte de vida e de esperança para a humanidade pobre e oprimida. Acende uma luz no meio da escuridão. Insiste na possibilidade de uma vida digna e agradável a ser alcançada por aqueles que não desfrutam hoje dela. Vale a pena, em meio das adversidades, atrever-se a sonhar com “outro mundo possível”. Sair da opressão é possível. Sair da submissão é possível. Alcançar a justiça ambicionada é possível. Abrir este horizonte de possibilidades constitui uma boa nova quando precisamente todo horizonte para a justiça foi fechado. Ver uma alternativa de vida digna para todas e para todos, abre caminhos de superação e de luta.
3. “… os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz”
É as atitudes e os objetivos que movem o trabalho para tornar realidade uma nova humanidade. São os traços próprios da comunidade de seguidores e seguidoras de Jesus. Só que estas atitudes e traços vêm como conseqüência da renúncia à riqueza e à ambição de riqueza, e de pôr toda a vida no trabalho por causa da justiça. Ao mesmo tempo são os traços da humanidade nova que tanto ambicionamos e que já podemos ver nas pessoas e as comunidades que se esforçam por ser misericordiosas, para terem um coração puro, e se esforçam por buscar incansavelmente a paz. Este é o principal programa de vida da comunidade dos discípulos: contribuir com a criação de um mundo justo, solidário e feliz. Aqueles que vivem a misericórdia experimentam a misericórdia de Deus. Esses alcançam possuem a pureza do coração, pois já têm Deus em suas vidas. Os que trabalham pela paz experimentam a Deus como Mãe e como Pai. Esta maneira de ser, de sentir e de agir é condição necessária para testemunhar.
4. “... da mesma maneira perseguiram os profetas”
A comunidade cristã que assume o estilo de vida que as bem-aventuranças propõem, cria conflito com a sociedade que vive outro estilo de vida. A comunidade dos discípulos a que se refere as bem-aventuranças se converte em moléstia e ameaça para a sociedade. Seu testemunho de vida, suas atividades, sua espiritualidade mina os cimentos onde a sociedade injusta se edifica. Não é de estranhar então as injúrias, as perseguições, as calúnias que tentam enfraquecer, confundir e destruir a comunidade fiel. Em meio às hostilidades a comunidade está chamada a resistir, a vencer a angústia e o desespero. A alegria e o regozijo em Deus será a fonte da coragem, da resistência e da esperança. É o testemunho dos profetas presente nas comunidades que vivem intensamente o discipulado.
5. “... bem-aventuradas, bem-aventurados”
A que “bem-aventuranças” se opõem estas bem-aventuranças? Por que esta insistência de Jesus em afirmar as bem-aventuranças? Frente às bem-aventuranças (ou melhor, o “êxito”) que a sociedade injusta e não solidária promete, Jesus proclama oito vezes onde se encontra e quais são as bem-aventuranças do reino de Deus. A verdadeira felicidade se encontra numa sociedade justa, misericordiosa, pacífica. A sociedade injusta oferece felicidade no egoísmo, o êxito pessoal, o acúmulo. O reino de Deus oferece felicidade no amor, na sinceridade, na simplicidade. A sociedade injusta às custas da infelicidade da maioria, cria a felicidade da minoria. A proposta de Jesus no sermão da montanha é a de eliminar toda opressão e toda injustiça procurando a felicidade e a vida em abundância para todas e para todos.
A mesma lógica proposta por Mateus, é a que Paulo relembra à comunidade de Corinto, onde a força de Deus se concretiza em pessoas que não são fortes nem sábias na consideração da opinião comum, mas que sabem concretizar a presença de Cristo, força e sabedoria de Deus, para que “aquele que é orgulhoso, seja orgulhoso no Senhor”.
Para a revisão de vida
As Bem-aventuranças não são uma teoria, nem mesmo “o programa” que Jesus propõe, mas uma das melhores descrições daquilo que Jesus foi e viveu. Acontece o mesmo comigo? Acaso as bem-aventuranças descrevem a minha vida? Ou, desgraçadamente minha vida é pautada pelo mau-aventuranças (Lc 6, 24-26)?
Para a reunião de grupo
- Quem foi aquele “resto de Israel”, os “anawin”, os pobres de espírito? O que é ser “pobre de espírito?
- Na comunidade de Paulo os pobres foram congregados… Como estão os pobres em nossas comunidades: presentes ou ausentes, contentes ou descontentes, como sujeitos ou como objetos, como protagonistas ou calados e deixando-se guiar?
- “Bem-aventurados os pobres de espírito” é uma das frases do evangelho que mais deu o que falar. Se, segundo Mateus, Jesus falou de “pobres em espírito” no “sermão da montanha”, e segundo Lucas falou de “pobres” (simplesmente) no mesmo sermão (mas que foi pronunciado “numa planície”, Lc 6,17), a quem daremos crédito? “Pobres”, ou “pobres de espírito”? Ou são dois conceitos complementares? Como, em quê?
- Ellacuría dizia que a melhor tradução de “pobres de espírito” hoje seria “pobres com espírito”... Comentar isso.
- Para o tratamento do tema de “Os pobres de Javé” pode servir o folheto bíblico de igual título, de Albert GÉLIN, que se pode encontrar em http://servicioskoinonia.org/biblioteca/biblica.
- Lucas nos transmite as bem-aventuranças complementando-as com as “maldições”. É bom este contraste? O que ele acrescenta?
Para a oração dos fiéis
- Para que no mundo sempre exista este “resto de Israel”, pessoas humildes e simples que com fé em Deus mantenham firme os valores do amor e da esperança, - roguemos ao Senhor:
- Por todas as comunidades cristãs onde se reúnem e participam os mais pobres, para que nunca a Igreja os decepcione, - roguemos ao Senhor:
- Para que a Igreja se examine olhando constantemente no espelho das bem-aventuranças, - roguemos ao Senhor:
- Pelos que se consideram “pobres de espírito”, mas muito distantes da pobreza e dos pobres, para que o Senhor lhes faça ver que este não foi o caminho que Ele seguiu, - roguemos ao Senhor:
- Para que nossa eucaristia dominical seja sempre um espaço privilegiado de oração e de encontro comunitário, - roguemos ao Senhor:
- Para que o evangelho das bem-aventuranças nos faça realmente “ditosos” e demos testemunho de que verdadeiramente o Evangelho é “boa notícia”, - roguemos ao Senhor:
Oração comunitária
Deus, Pai e Mãe universal, que por meio de Jesus e de tantos outros Mestres espirituais que suscitastes na história, manifestastes ao nosso mundo o caminho da felicidade, da bem-aventurança, fazei com que nossa vida religiosa seja sempre uma ajuda para alcançar a felicidade que esperais de nós, e à qual nos chamais e impulsionais, para que contribuamos eficazmente para a paz e a felicidade do mundo. Nós vos pedimos por Jesus, vosso Filho e nosso irmão. Amém.

Oração Final
Pai Santo, nós Te damos graças pelo dom maior que nos ofereceste – o Teu Filho Amado. Ele viveu fazendo o Bem e mostrou, na Cruz, que a morte é apenas a passagem para a Ressurreição. Ensinou-nos, que vida e morte, assumidas pelo Reino, são o caminho da liberdade dos Teus Filhos. Pai querido, que Jesus inspire a nossa caminhada, de dissípulos missionários. Por Cristo nosso Senhor. Amém

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!