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| OS MISSIONÁRIOS A AS MISSIONÁRIA DA ARQUEDIOCESE DE MARINGÁ |
Hoje é domingo, 13 de fevereiro de 2011
Tema do Dia
ASSIM FOI DITO AOS ANTIGOS. EU POREM, VOS DIGO!
Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!
VI DOMINGO DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - II semana do Saltério)
Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do livro do Eclesiástico, 16 Ele pôs você diante do fogo e da água, e você poderá estender a mão para aquilo que quiser. 17 A vida e a morte estão diante dos homens, e a cada um será dado o que cada um escolher. 18 De fato, a sabedoria do Senhor é grande, pois Ele é Todo - poderoso e tudo vê. 19 Seus olhos estão sobre aqueles que o temem, e Ele conhece cada ação que o homem realiza. 20 Ele não mandou ninguém se tornar injusto e a ninguém deu permissão para pecar. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Eclesiástico 15, 16 – 21
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 118(119), 1 - 2. 4 - 5. 17 - 18. 33 – 34 (R.1)
REFRÃO: Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do senhor Deus vai progredindo!
1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; - R.
2. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; oxalá se firme os meus passos na observância de vossas leis. - R.
3. Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras. Abri meus olhos, para que veja as maravilhas de vossa lei. - R.
4. Mostrai-me, Senhor, o caminho de vossas leis, para que eu nele permaneça com fidelidade. Ensinai-me a observar a vossa lei e a guardá-la de todo o coração. - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios Irmãos, - 6 Na realidade é aos maduros na fé que falamos de uma sabedoria que não foi dada por este mundo, nem pelas autoridades passageiras deste mundo. 7 Ensinamos uma coisa misteriosa e escondida: a sabedoria de Deus, aquela que ele projetou desde o princípio do mundo para nos levar à sua glória. 8 Nenhuma autoridade do mundo conheceu tal sabedoria, pois se a tivessem conhecido não teriam crucificado o Senhor da glória. 9 Mas, como diz a Escritura: «o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não perce-beu, foi isso que Deus preparou para aqueles que o amam.» Deus, porém, o revelou a nós pelo Espírito. 10 Pois o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundidades de Deus. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1corintios 2, 6 – 10
Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.
O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos, 17 «Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento. 18 Eu garanto a vocês: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem sequer uma letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. 19 Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu. “20 Com efeito, eu lhes garanto: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu.» 21 «Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não mate! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, lhes digo: todo aquele que fica com raiva do seu irmão, se torna réu perante o tribunal. Quem diz ao seu irmão: ‘imbecil’, se torna réu perante o Sinédrio; quem chama o irmão de ‘idiota’, merece o fogo do inferno. 23 Portanto, se você for até o altar para levar a sua oferta, e aí se lembrar de que o seu irmão tem alguma coisa contra você, 24 deixe a oferta aí diante do altar, e vá primeiro fazer as pazes com seu irmão; depois, volte para apresentar a oferta. 25 Se alguém fez alguma acusação contra você, procure logo entrar em acordo com ele, enquanto estão a caminho do tribunal; senão o acusador entregará você ao juiz, o juiz o entregará ao guarda, e você irá para a prisão. “26 Eu garanto: daí você não sairá, enquanto não pagar até o último centavo.» 27 «Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério’. 28 Eu, porém, lhes digo: todo aquele que olha para uma mulher e deseja possuí-la, já cometeu adultério com ela no coração. 29 Se o olho direito leva você a pecar, arranque-o e jogue-o fora! É melhor perder um membro, do que o seu corpo todo ser jogado no inferno. 30 Se a mão direita leva você a pecar, corte-a e jogue-a fora! É melhor perder um membro do que o seu corpo todo ir para o inferno. 31 Também foi dito: ‘Quem se divorciar de sua mulher, lhe dê uma certidão de divórcio’. “32 Eu, porém, lhes digo: todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada, comete adultério.» Juramento e verdade -* 33 «Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: ‘Não jure falso’, mas ‘cumpra os seus juramentos para com o Senhor’. 34 Eu, porém, lhes digo: não jurem de modo algum: nem pelo Céu, porque é o trono de Deus; 35 nem pela terra, porque é o suporte onde ele apóia os pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. 36 Não jure nem mesmo pela sua própria cabeça, porque você não pode fazer um só fio de cabelo ficar branco ou preto. 37 Diga apenas ‘sim’, quando é ‘sim’; e ‘não’, quando é ‘não’. “O que você disser, além disso, vem do Maligno.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 5, 17 – 37
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia
"Reflexão da Palavra"
Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo
As leituras deste domingo têm como finalidade fazer-nos ver como Deus age no meio da humanidade, permitem-nos compreender a lógica de Deus, nos revelam a maneira de Deus salvar o ser humano do pecado, entendendo o pecado como essa tendência presente no interior da pessoa que a leva a encerrar-se em si mesma, em seus próprios limites humanos, sem poder abrir-se à experiência infinita de salvação trazida pelo próprio Deus.
A primeira leitura, do livro do Eclesiástico, desenvolve o tema da liberdade que o ser humano possui para escolher entre o bem e o mal, a vida e a morte. Somos livres e “condenados a ser livres” de alguma forma. Não podemos abdicar de nossa responsabilidade. Diante de nós temos as grandes opções, as grandes causas, esperando que nos decidamos. “More e vida” estão diante de nós, ao alcance de nossa Mao, pela via de uma opção firme.
Se em nossa vida dominam o mal e a morte, e com isso a falta de sentido e a desesperança, já fomos advertidos: podemos fazer de nossa vida uma coisa ou outra, graças ao poder da liberdade que nos foi dada, a capacidade de escolher a morte e a vida e com isso a capacidade de converter-nos em vida ou em morte. A capacidade de fazer-nos a nós mesmo. É um dos mistérios maiores de nossa existência, o mistério da liberdade.
No fragmento da carta aos Coríntios, Paulo fala, mesmo que de passagem, de “uma sabedoria que não é deste mundo”, que procede de outro mundo, que está em outro mundo, o mundo de Deus, que é um mundo “superior”, situado literalmente acima de nós. É o mundo superior que os filósofos e sábios do mundo cultural helenista “imaginaram” (não deixa de ser uma “imagem”) para explicar a realidade e que acabou se tornando uma imagem genial, que parece expressar uma explicação natural e óbvia do mundo, que será acolhida por quase todas as culturas subseqüentes (até a época moderna).
E é um conhecimento escondido, inalcançável, que nada tem que ver com os saberes deste mundo e que pertence somente a Deus e a quem ele queira revelar. É a visão “gnóstica”, da “gnose” ou “conhecimento”, um conhecimento divino que passa a ser como que um símbolo do principal bem salvífico: participar desse conhecimento divino que salva é o objetivo da vida humana, porque esse conhecimento é o que salva a pessoa e a faz tomar as decisões adequadas em sua vida, as decisões que a fazem caminhar o caminho de Deus.
É a mesma tradição da “sabedoria”, já presente no Primeiro Testamento também por influxo helenista. Paulo se move nesse âmbito de pensamento e nessa mesma cosmovisão grega dos dois mundos, ou de dois pisos, um de cima (o de Deus e dos seus, ou das idéias, segundo Platão) e outro abaixo (o dos humanos, ou da matéria corruptível, segundo Platão).
Hoje continuamos lendo o evangelho de Mateus, em sequencia consecutiva com os fragmentos proclamados nos domingos anteriores. É o sermão da Montanha, que começou com as Bem aventuranças e que continua com a exposição das exigências da Lei de Moisés (Torá), explicadas por Mateus, que está escrevendo para uma comunidade composta por judeus, que se tornou cristã, obviamente sem deixar de as pessoas serem de origem judaica, como ocorreu com os demais cristãos.
É preciso atenção, pois, para o fato de que a representação da Lei no evangelho de Mateus está escrita para essa comunidade concreta, que difere muito das nossas leis. Obviamente, tem também um valor universal, porém deve-se ter noção da peculiaridade dessa comunidade, para não “judaizar” desnecessariamente a todos os demais.
Porém, além dessa peculiaridade do evangelho de Mateus, todo o evangelho tem outra característica significativa neste campo da moral, da Lei, que é semelhante a que fazíamos notar a respeito da leitura anterior, a de Paulo, sobre o conhecimento salvifico ou gnose. A moral viria a ser também uma espécie de conhecimento gnóstico: é uma vontade, divina, superior, vinda de fora, desde cima, desde “o segundo piso”, que temos que tratar de escutar nessa direção. É uma moral “hetero-norma”, uma norma alheia, vinda de fora, de cima, à qual temos que nos submeter. Submeter-se a essa lei é o sentido da vida humana.
A moral, os preceitos, os mandamentos com sua constrição sobre a vida humana, e a conseqüente ameaça de pecado e de condenação, foram uma das fontes clássicas de fricção da religião com o mundo moderno. Durante todo o mundo antigo, configurado com os padrões do autoritarismo, dos impérios e do feudalismo, das monarquias absolutas o ser humano aceitava “como o mais natural do mundo” que o “mundo de cima” era estruturalmente como o daqui de baixo, isto é, um mundo onde Deus está sentado em seu trono (como o imperador ou o rei ou o senhor feudal aqui embaixo), com seu séquito de cortesãos da “corte celestial” (como a Corte de qualquer rei humano), vigiando o mundo para que se cumpram as ordens que desde cima eram ditadas.
Santo Inácio de Loyola, como homem de cosmovisão medieval, reflete belamente em sua explicação global a respeito do sentido da vida humana, em sua meditação central, a do Princípio e fundamento: “o homem é criado para louvar, para fazer reverencia e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isso, salvar sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem e para que o ajudem a conseguir o fim para o qual foi criado.
De onde se segue que o homem pode usar das coisas para alcançar o seu fim, e deve deixar as coisas que o impedem de alcançá-lo. Por isso é necessário manifestar indiferença perante todas as coisas criadas, o tanto quanto possível ao nosso livre arbítrio, contanto que não sejam coisas proibidas; dessa maneira que não queiramos de nossa parte mais saúde que enfermidade, mais riqueza que pobreza, honra que desonra vida longa que curta, e, cosequentemente, em tudo o mais; somente desejando e escolhendo o que mais nos conduz ao fim a que somos criados” (Exercicios Espirituais, 23).
Santo Inacio não inventou nada de novo. Expressava, antologicamente, isso sim, a visão medieval e pré-moderna de uma cosmovisão salvadora estruturada em dois pisos, um superior (não somente porque está em cima, mas porque é absolutamente superior em sua natureza), e outro inferior (temporal, passageiro, corruptível, perigoso...). Do piso de cima vem tudo: o Ser, o Amor, a Verdade, a Beleza... e a moral. Uma moral, pois, absolutamente heterônoma, indiscutível, absolutamente inapelável e, nesse sentido, facilmente, perceptível como constringente e cegamente obrigatória, alheia a toda explicação justificativa e, nesse sentido, opressiva.
O mundo moderno mudou radicalmente. O Ancien Regime do autoritarismo, imperialismo, da obediência cega, do submetimento omnímodo e a-racional acabou. Os impérios, reinos e monarquias acabaram, e apareceram as repúblicas e as democracias, e os direitos dos cidadãos (já não súditos). Uma moral exterior, pré-estabelecida, superior, sem justificação, inapelável é sentida agora como sufocadoramente opressora.
Com a vinda da modernidade, em todos os campos, o mundo de cima, o segundo piso, que genialmente configuraram os helenistas, com Platão à frente, desaparece como que evapora. Não faz falta que seja negado, mas que a ciência, com seus avanços, cada dia o deixa para trás, em favor da descoberta de tudo que funciona “como se Deus não existisse”.
O cristão moderno o que não vive com sua cabeça no mundo pré-moderno medieval, não pode aceitar aquela visão dividida em dois mundos, por muito espiritual que se apresente, senão que passa a viver em um mundo novo, um mundo único, uma única realidade, sem dois pisos superpostos.
Essa transformação é uma realidade na cultura moderna, por mais que muitos cristãos e não poucas religiões continuem vivendo separadamente entre a vida real e a pública, por um lado, e a vida espiritual dualista de suas representações religiosas, de outro.
Por isso, muitos cristãos se sentem retraídos ao mundo de seus avós quando escutam este tipo de discurso de uma moral “heterônoma”, como se continuassem existindo preceitos caídos do alto, revelados, e por isso mesmo, indiscutíveis, inquestionáveis, aos quais somente caberia submeter-se acriticamente como súditos do Rei do céu (de um segundo piso).
Oração Final
Pai Santo queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém...Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!
