domingo, 27 de março de 2011

II DOMINGO DA QUARESMA: DIA DO SENHOR...

INVOCAÇÕE Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 27 de março 2011

Tema do Dia

UMA FONTE DE ÁGUA QUE JORRA PARA A VIDA ETERNA!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

III DOMINGO DA QUARESMA
(roxo, creio, prefácio próprio - III semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do Êxodo - 3 Mas o povo tinha sede e murmurou contra Moisés, dizendo: «Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, nossos filhos e nossos animais?» 4 Então Moisés clamou a Javé, dizendo: «O que vou fazer com esse povo? Estão quase me apedrejando!» 5 Javé respondeu a Moisés: «Passe à frente do povo e tome com você alguns anciãos de Israel; leve com você a vara com que feriu o rio Nilo; e caminhe. 6 Eu vou esperar você junto à rocha de Horeb. “Você baterá na rocha, e dela sairá água para o povo beber». Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel, 7 e deu a esse lugar o nome de Massa e Meriba, por causa da discussão dos filhos de Israel e porque puseram Javé à prova, dizendo: «Javé está no meio de nós, ou não?» - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Êxodo 17, 3 – 7
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 94(95), 1 - 2. 6 – 7. 8 – 9 (R. 8)
REFRÃO: Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!

1. Vinde, manifestemos nossa alegria ao Senhor, aclamemos o Rochedo de nossa salvação; apresentemo-nos diante dele com louvores, e cantemos-lhe alegres cânticos, - R.

2. Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. Ele é nosso Deus; nós somos o povo de que ele é o pastor, as ovelhas que as suas mãos conduzem. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: - R.

3. Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massa no deserto, onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em tudo, Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos - Irmãos, 1 Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 2 Por meio dele e através da fé, nós temos acesso à graça, na qual nos mantemos e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. 5 E a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6 De fato, quando ainda éramos fracos, Cristo, no momento oportuno, morreu pelos ímpios. 7 Dificilmente se encontra alguém disposto a morrer em favor de um justo; talvez haja alguém que tenha coragem de morrer por um homem de bem. 8 Mas Deus demonstra seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Romanos 5, 1 - 2. 5 – 8

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 5 Chegou, então, a uma cidade da Samaria chamada Sicar, perto do campo que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Aí ficava a fonte de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto à fonte. Era quase meio-dia. 7 Então chegou uma mulher da Samaria para tirar água. Jesus lhe pediu: «Dê-me de beber.» 8 (Os discípulos tinham ido à cidade para comprar mantimentos). 9 A samaritana perguntou: «Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou samaritana?» (De fato, os judeus não se dão bem com os samaritanos). 10 Jesus respondeu: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. “E ele daria a você água viva.» 11 A mulher disse a Jesus: «Senhor, não tens um balde, e o poço é fundo. De onde vais tirar a água viva? 12 Certamente não pretendes ser maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, e do qual ele bebeu junto com seus filhos e animais!» 13 Jesus respondeu: «Quem bebe desta água vai ter sede de novo. 14 Mas aquele que beber a água que eu vou dar, esse nunca mais terá sede. “E a água que eu lhe darei, vai se tornar dentro dele uma fonte de água que jorra para a vida eterna.» 15 A mulher disse a Jesus: «Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise vir aqui para tirar.» 16 Jesus disse à samaritana: «Vá chamar o seu marido e volte aqui.» 17 A mulher respondeu: «Eu não tenho marido.» Jesus disse: «Você tem razão ao dizer que não tem marido. 18 De fato, você teve cinco maridos. E o homem que você tem agora, não é seu marido. “Nisso você falou a verdade.» 19 A mulher então disse a Jesus: «Senhor, vejo que és profeta! 20 Os nossos pais adoraram a Deus nesta montanha. “E vocês judeus dizem que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.» 21 Jesus disse: «Mulher, acredite em mim. Está chegando a hora, em que não adorarão o Pai, nem sobre esta montanha nem em Jerusalém. 22 Vocês adoram o que não conhecem, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e verdade. Porque são estes os adoradores que o Pai procura. “24 Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.» 25 A mulher disse a Jesus: «Eu sei que vai chegar um Messias (aquele que se chama Cristo); e quando chegar, ele nos vai mostrar todas as coisas.» 26 Jesus disse: «Esse Messias sou eu, que estou falando com você.» 27 Nesse momento, os discípulos de Jesus chegaram. E ficaram admirados de ver Jesus falando com uma mulher, mas ninguém perguntou o que ele queria, ou por que ele estava conversando com a mulher. 28 Então a mulher deixou o balde, foi para a cidade e disse para as pessoas: 29 «Venham ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Messias?» 30 O pessoal saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus. 31 Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: «Mestre, come alguma coisa.» 32 Jesus disse: «Eu tenho um alimento para comer, que vocês não conhecem.» 33 Os discípulos comentavam: «Será que alguém trouxe alguma coisa para ele comer?» 34 Jesus disse: «O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 35 Vocês não dizem que faltam quatro meses para a colheita? Pois eu digo a vocês: ergam os olhos e olhem os campos: já estão dourados para a colheita. 36 Aquele que colhe, recebe desde já o salário, e recolhe fruto para a vida eterna; desse modo, aquele que semeia se alegra junto com aquele que colhe. 37 Na verdade é como diz o provérbio: ‘Um semeia e outro colhe’. 38 Eu enviei vocês para colher aquilo que vocês não trabalharam. “Outros trabalharam, e vocês entraram no trabalho deles.» 39 Muitos samaritanos dessa cidade acreditaram em Jesus, por causa do testemunho que a mulher tinha dado. «Ele me disse tudo o que eu fiz.» 40 Os samaritanos então foram ao encontro de Jesus e lhe pediram que ficasse com eles. E Jesus ficou aí dois dias. 41 Muitas outras pessoas acreditaram em Jesus ao ouvir sua palavra. 42 E diziam à mulher: «Já não acreditamos por causa daquilo que você disse. “Agora, nós mesmos ouvimos e sabemos que este é, de fato, o salvador do mundo.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 4, 5 – 42

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Uma fonte de água que jorra para a vida eterna.
Lembramos o caráter aleatório da distribuição dos textos bíblicos na liturgia católica. Não existe nenhuma explicação de como se fez a distribuição, nem o porquê de tal texto em tal data. Uma comissão assim o decidiu e não se conhecem os critérios seguidos. Quem quiser pode conjeturar sobre eles.
Observa-se uma “associação de idéias” ou de imagens entre a primeira e a terceira leituras, enquanto a segunda, com freqüência, segue caminho próprio, sem nenhuma relação com as outras. A sucessão dos domingos tampouco mostra um critério claro (como poderia ser o de dar pé a um processo sistematizado de formação teológica ou bíblica), nem se dá oficialmente a liberdade para que ao menos algumas comunidades especiais (jovens, grupos de formação, ambientes especiais) pudessem fazer seu próprio calendário litúrgico”. São temas que ficam pendentes para uma próxima reforma litúrgica.
Oferecemos estes comentários teológico-pastorais dos textos da liturgia católica a partir de uma sensibilidade própria, sabendo que existem outras opções, outras visões do mundo e de vivencia da fé. Oferecemos a todos estes comentários com humildade, sabendo que não são os únicos, nem os melhores. É simplesmente um comentário, os quais querem partilhar com quem sintoniza com esta espiritualidade que com freqüência chamamos “latinoamericana”, não necessariamente de um modo geográfico-material. Mas em referencia a uma “geografia espiritual”.
Depois desta introdução que ao é própria deste domingo, entremos de cheio no comentário dos textos. O texto é da samaritana. Praticamente, o capítulo quarto inteiro do evangelho de João. O famoso episódio do encontro de Jesus com a Samaritana.
Algo que nos parece importante sempre que se comenta um texto do evangelho de João, é a apelação o seu caráter simbólico peculiar. João não e um evangelho sinótico, não é um texto narrativo, nem o que nos conta é provavelmente histórico. João é um evangelista inteiramente simbólico. Nele os símbolos ocupam o espaço narrativo a ponto de a ponto de tomar o lugar da realidade. Em João não há cópias, mas identificações. João coloca na boca de Jesus a expressão: Eu sou a videira, e não eu sou como a videira, ma eu sou a videira verdadeira.
As demais videiras – as da realidade – não são verdadeiras. “Eu sou o Pão verdadeiro”: o resto dos Paes é sucedâneo. /eu tenho a água verdadeira, a que dura para a vida eterna, a outra não tira a sede.
Ao comentar qualquer texto do evangelho de João, é bom lembrar que este estilo literário e simbólico é inteiramente peculiar a Jesus. Por respeito ao público ouvinte e leitor, é conveniente recolocar muito claramente que não estamos escutando simplesmente a narrativa de uma conversação tal como foi, mas que se trata de uma sofisticada composição teológica, com intenções muito profundas e às vezes nada fáceis de detectar. E que, claro, está inscrito no mundo mental e ideológico peculiar de João, enormemente distante de nós e que esta barreira cultural que nos separa do autor exige prudência para não dar por válida qualquer conclusão.
Dentre as muitas interpretações de que o texto pode ser objeto, vamos nos fixar em duas dimensões menos costumeiras e muito eloqüentes para hoje: a superação da religião e, consequentemente, a abertura ao diálogo inter-religioso.
Está na moda o diálogo inter-religioso na teologia e no cristianismo em geral. A situação do mundo atual não somente o possibilita como também o torna inevitável. O mundo atual está embaralhado religiosamente.
A diferença do passado, no sentido atual da diversidade cultural e religiosa das sociedades plurais. As migrações, os intercâmbios e a mesma “mundialização”, fazem com que todas as religiões se encontrem hoje diariamente com as demais, constante e inevitavelmente, enquanto que há milênios, viviam praticamente isoladas, tão distantes que comodamente podiam pensar em si mesmas como únicas.
Jesus não viveu nesse contexto pluralmente religioso como o nosso, porém tinha que passar por Samaria em sua idas da Galileia a Jerusalém e vice-versa. O episódio simbólico do evangelho de João nos permite representar o comportamento de Jesus com respeito a este povo que, mesmo não sendo propriamente de “outra religião”, era considerado como o mais distante, por ser considerado como herege ou cismático.
Jesus dialoga com a samaritana, inclusive por própria iniciativa. João não nos apresenta uma fé como defensiva ou somente de resposta. A iniciativa original, a aproximação, é de Jesus.
É importante destacar que Jesus dialogue inter-religiosamente porque tem um fundo de “teologia pluralista das religiões”, diríamos em linguagem atual, com evidente anacronismo. Não é primeiro o diálogo e depois a teologia das religiões, mas ao contrário: porque se tem uma visão aberta da relação entre as religiões, por isso é porque se pode dialogar inter-religiosamente.
Onde se deve adorar, em Jerusalém ou em Garizin? Pergunta à samaritana. Isto é: Qual é a religião verdadeira? E Jesus tem uma resposta verdadeiramente revolucionária, ainda não assimilada pelos teólogos do pluralismo religioso. Jesus não afirma que em Jerusalém ou em Garizin sejam opções inválidas (religiões falsas), mas que quem o segue deve ir mais a fundo (os verdadeiros adoradores) não vão ter que ir nem a um lugar nem a outro, nem uma religião nem em outra, mas “em espírito e verdade”, isto é, devem ingressar na vivencia de uma “religação” profunda.
É uma resposta revolucionária: as religiões são relativas, há algo mais nelas, a cujoserviço estão todas. Não há uma religião absoluta, à qual todas as demais devem ceder passagem. A única religiosidade absoluta (a “única religação verdadeira”) é a “adoração em espírito e em verdade”, que está além de uma ou outra religião.
Um autor como Thomas Sheehan (The Firs Coming: How the Kingdom of God Became Christianity, Random House 1986), sustenta que a novidade de Jesus consiste na abolição de todas as religiões, de tal forma que possamos redescobrir nossa relação com Deus (religação) no mesmo processo da criação e da vida, na historia. Tal afirmação pode assustar, porém, somente no começo. Lembremos bem, sabemos que Jesus não “fundou’ a igreja (esta foi fundada depois e se fundamentou em Jesus).
Jesus sempre se manteve judeu e nunca pensou em fundar uma religião, mas sim em superá-la. Teria sido o cristianismo uma interpretação do que Jesus queria? Aquilo que logo depois ficou cristalizado no século IV em meio aos enormes condicionamentos históricos daquela época marcada por um império em decadência? Será que hoje, em meio a uma grave crise das religiões e, particularmente, nas instituições religiosas, se nos apresenta uma nova e melhor oportunidade de entender e colocar em prática a mensagem de Jesus?
Não sabemos, porém a volta de Jesus nos convida a refletir e discernir com humildade e a buscar com paciência. Cada dia mais se cita e se espalha a distinção entre “religião e religação” sendo o importante o segundo, a “religação” – sem ater-se à sua etimologia – enquanto que a religião, as religiões, não seria mais que formas concretas dessa dimensão profunda de que ser humano adotou ao longo da história.
O importante, é obvio, não são as formas, mas o conteúdo que veiculam a dimensão profunda à qual respondem. E quem nos diz que essa dimensão profunda não pode assumir outras formas diferentes, ou que não está assumindo já, e que isso que chamamos crise da religião não é mais que uma transformação das formas que a religação vai adotando num futuro próximo? Provavelmente a crise da religião vai ser, ou está sendo já, a oportunidade da religação.

Oração Final
Pai Santo, que assumiste a nossa humanidade na encarnação de Teu Filho amado, dá-nos sabedoria e força para que também nós nos tornemos discípulos missionários. Um povos que sofrem fome no mundo ou que estejam sedentos de justiça, de paz e de verdade e Vida em abundância. Por meio de seu Filho permita que todos os povos possam satisfazer suas necessidades e avancem para a comunhão fraterna de amizade e solidariedade. Contigo, revelando aos irmãos à luz interior do Teu Espírito que habita em nós; Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 6 de março de 2011

DOMINGO DIA DO SENHOR: IX SEMANA DO TEMPO COMUM

INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 06 de março de 2011

Tema do Dia

NEM TODO AQUELE QUE ME DIZ SENHOR, SENHOR ENTRARÁ NO REINO DO CÉU!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras.
Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

IX DO TEMPO COMUM
(verde, glória, crê - I semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do Deuteronômio - 18 Coloquem essas minhas palavras no seu coração e na sua alma! Amarrem essas palavras na mão como sinal. E que elas sejam para vocês como faixa entre os olhos. 26 Vejam! Hoje eu estou colocando diante de vocês a bênção e a maldição. 27 A bênção, se vocês obedecerem aos mandamentos de Javé seu Deus, que eu hoje lhes ordeno. 28 A maldição, se não obedecerem aos mandamentos de Javé seu Deus, desviando-se do caminho que eu hoje lhes ordeno, para seguir outros deuses que vocês não conheceram. 32 cuidem de colocar em prática todos os estatutos e normas que hoje estou promulgando para vocês. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Deuteronômio 11, 18. 26 – 28. 32

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 31(30), 2 - 3. 6 - 7. 8. 9 (R. 6)
REFRÃO: Senhor, eu ponho em vós a confiança: sede uma rocha protetora para mim!

1. Junto de vós, Senhor, me refugio. Não seja eu confundido para sempre; Inclinai para mim vossos ouvidos, apressai-vos em me libertar. Sede para mim uma rocha de refúgio, uma fortaleza bem armada para me salvar. - R.

2. Inclinai para mim vossos ouvidos, apressai-vos em me libertar. Sede para mim uma rocha de refúgio, uma fortaleza bem armada para me salvar. Pois só vós sois minha rocha e fortaleza: haveis de me guiar e dirigir, por amor de vosso nome. - R.

3. Mostrai semblante sereno ao vosso servo, salvai-me pela vossa misericórdia. - R.

4. Animai-vos e sede fortes de coração todos vós, que esperais no Senhor. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos Irmãos, 21 Agora, porém, independentemente da Lei, manifestou-se a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas. 22 É a justiça de Deus que se realiza através da fé em Jesus Cristo, para todos aqueles que acreditam. E não há distinção: 23 todos pecaram e estão privados da glória de Deus, 24, mas se tornam justos gratuitamente pela sua graça, mediante a libertação realizada por meio de Jesus Cristo. 25 Deus o destinou a ser vítima que, mediante seu próprio sangue, nos consegue o perdão, contanto que nós acreditemos. Assim Deus manifestou sua justiça, pois antes deixava pecar sem intervir: 28 Pois, esta é a nossa tese: o homem se torna justo através da fé, independentemente da observância da Lei. -Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Romanos 3, 21 – 25. 28

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. O cristão de verdade não pode ficar parado. Ele nunca pode dizer que cumpriu a sua missão, pois ele deve estar sempre a caminho, sempre se lançando rumo aos novos trabalhos, prestando atenção aos apelos que a realidade faz, buscando superar novos desafios e obstáculos, sempre olhando com misericórdia os irmãos e irmãs, procurando conhecer os seus problemas e necessidades e sendo para toda a manifestação do amor de Deus.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos, 21 «Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu. 22 Naquele dia muitos me dirão: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos tantos milagres?’ 23 Então, eu vou declarar a eles: Jamais conheci vocês. Afastem-se de mim, malfeitores!» 24 «Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha. 26 Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e a casa caiu, e a sua ruína foi completa!» Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 7, 21 – 27

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

Afastai-vos de mim, malvados.
Na 1ª leitura nos é apresentada uma parte do grande discurso de despedida de Moisés que vem a ser o livro do Deuteronômio, no qual se dirige ao povo, naquela ocasião, com uma exortação sobre a maldição ou a bênção que procedem de seguir ou não a Deus em fidelidade. Nós somos livres de escolher nosso estilo e sistema de vida; mas também estamos conscientes do preço a que escolhemos. Deus pagou em seu Filho o preço para salvar-nos e dar-nos liberdade; cabe-nos optar por ele ou não. No que concerne a Deus, ele já fez sua opção preferencial por cada um de nós.
Paulo está consciente do que Deus fez em Jesus Cristo e como, por meio de seu sacrifício, justificou a humanidade, a qual, por muitas leis e cumprimento de preceitos que tivesse feito por si mesma, não era capaz de justificar-se, de salvar-se.
O apóstolo reitera esta dinâmica de Deus para com o gênero humano, com o afã de que os fiéis se dêem conta de que graças à gratuidade do amor do Pai somos herdeiros da salvação.
Um elemento importante será a fé, que é capaz de interpretar e ler a ação cotidiana de Deus em nosso favor na história, na qual, afirma, definitivamente justifica sem distinção a todos os que crêem.
O evangelho de Mateus nos apresenta a seção final do grande sermão da montanha.
Nessa passagem evangélica temos dois momentos: o primeiro, referente àqueles que crêem que só confessar de boca o Senhor e realizar algumas ações em seu nome sem a experiência de seu encontro real e libertador, serão capazes de merecer algo; ao que o Mestre responde que somente o que fizer a vontade do Pai entrará no céu.
Num segundo momento, para falar a seus discípulos da necessidade de escutar suas palavras e pô-las em prática, Jesus utiliza a comparação das casas edificadas sobre a rocha ou sobre a areia.
Hoje poderíamos nos perguntar como estamos procedendo na vida do dia-a-dia, em nossa família, na comunidade e no trabalho: a partir da escuta, meditação e colocação em prática da palavra do Senhor, ou a partir de nossos interesses mesquinhos e egoístas?
O verdadeiro discípulo do Senhor é aquele que é capaz de pôr a Palavra em prática.
Nunca conheci vocês.
É fácil dar testemunho de nossa fé cristã ante situações sem maior tensão e em que nada nos impede de responder com as mesmas palavras de Jesus: “Amem-se uns aos outros, perdoem a seus inimigos...”
Mas quando as realidades superam nossas boas intenções como cristãos, as palavras que Jesus nos dirige hoje se tornam inquietantes. Ele exige de nós não somente ser cristãos naqueles momentos doces, mas também nos amargos.
Só nos estabeleceremos em casas sobre a rocha quando a Palavra que ele nos dirige não somente for dirigida à nossa razão, mas também ao nosso coração; quando essa Palavra nos liberte primeiro de nossas prisões, para ir logo libertar a outros das suas.
Do contrário, teremos perdido o tempo pregando. De que nos serve falar de vida, quando às escondidas aprovamos o aborto e a guerra em nossas situações concretas, fazendo “vista grossa” ante tais realidades? De que nos serve falar de paz, quando a indústria da guerra alimenta a nossos filhos e filhas e o toleramos? Não sejamos cristãos somente de boas intenções, mas também de boas ações que acelerem a vinda do reino de Deus à humanidade.

Oração Final
Pai Santo faça serem discípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que semeasse em nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e Nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!